{"id":3077,"date":"2017-01-17T00:08:11","date_gmt":"2017-01-17T03:08:11","guid":{"rendered":"http:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=3077"},"modified":"2017-01-17T21:46:53","modified_gmt":"2017-01-18T00:46:53","slug":"la-bibliotheque-de-marcel-proust-de-anka-muhlstein","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=3077","title":{"rendered":"\u201cLa Biblioth\u00e8que de Marcel Proust\u201d, de Anka Muhlstein"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 bacana saber que um dos seus defeitos era compartilhado por um g\u00eanio. Em \u201cLa Biblioth\u00e8que de Marcel Proust\u201d (\u201cA Biblioteca de Marcel Proust\u201d), de Anka Muhlstein (Odile Jacob, 180 p\u00e1ginas), a autora conta que o grande escritor franc\u00eas era t\u00e3o bagun\u00e7ado com seus livros que raramente conseguia encontr\u00e1-los quando queria. \u00c0s vezes emprestava um para um amigo e pedia que ele o guardasse, j\u00e1 que seria mais f\u00e1cil reencontr\u00e1-lo na casa dele do que na sua pr\u00f3pria. Bem, eu tamb\u00e9m tenho dificuldade em encontrar meus livros&#8230;<!--more--><\/p>\n<p>Brincadeiras \u00e0 parte, o foco de \u201cLa Biblioth\u00e8que de Marcel Proust\u201d n\u00e3o \u00e9 exatamente a sua biblioteca, mas a profunda rela\u00e7\u00e3o do autor com os livros \u2013 que se iniciou na inf\u00e2ncia e continuou por toda a vida. V\u00e1rios aspectos do tema s\u00e3o analisados pela autora.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o dos personagens de \u201cEm Busca do Tempo Perdido\u201d com os livros, por exemplo. Segundo Muhlstein, a grande maioria das personagens da obra-prima de Proust \u00e9 leitora ass\u00eddua, mas boa parte delas s\u00f3 atinge a superf\u00edcie das obras que l\u00ea, enquanto que outros conseguem captar as profundidades requeridas pelos autores das obras-primas da literatura. Grande destaque neste aspecto \u00e9 o arrogante M. de Charlus \u2013 para muitos, o melhor personagem de \u201cEm Busca do Tempo Perdido\u201d -, um homossexual arrogante e pern\u00f3stico, de alta nobreza que sempre fazia quest\u00e3o de impor limites aos plebeus nas proximidades, mas que ao mesmo tempo era um profundo leitor de Balzac.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o dos escritores preferidos de Proust com o autor tamb\u00e9m \u00e9 dissecada em \u201cLa Biblioth\u00e8que de Marcel Proust\u201d de maneira leve e interessante. Anka Muhlstein discorre com precis\u00e3o sobre a influ\u00eancia que os escritos de Baudelaire, Ruskin, Balzac, Racine, Saint Simon, Anatole France, Tolst\u00f3i e os Irm\u00e3os Goncourt exerceram n\u00e3o s\u00f3 na obra-prima de Proust, como nas suas demais obras e na sua vida de maneira geral.<\/p>\n<p>De certa maneira, \u201cEm Busca do Tempo Perdido\u201d nunca termina, e \u00f3timas obras como \u201cLa Biblioth\u00e8que de Marcel Proust\u201d mant\u00eam a chama acesa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 bacana saber que um dos seus defeitos era compartilhado por um g\u00eanio. 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