{"id":2905,"date":"2016-10-08T23:06:16","date_gmt":"2016-10-09T02:06:16","guid":{"rendered":"http:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=2905"},"modified":"2017-12-20T16:06:36","modified_gmt":"2017-12-20T19:06:36","slug":"meus-discos-preferidos-5-the-stone-roses-the-stone-roses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=2905","title":{"rendered":"Meus discos preferidos: 5. \u201cThe Stone Roses\u201d &#8211; The Stone Roses"},"content":{"rendered":"<p>Eu preferia n\u00e3o ter que fazer, pela en\u00e9sima vez, a rela\u00e7\u00e3o de alguma coisa com \u201cLimite\u201d, de M\u00e1rio Peixoto. Mas \u00e9 dif\u00edcil \u2013 pelo menos para mim \u2013 n\u00e3o comparar o \u00e1lbum de estreia da banda inglesa The Stone Roses, hom\u00f4nimo, de 1989, com o filme brasileiro cl\u00e1ssico de 1931.<!--more--><\/p>\n<p>Vamos \u00e0s compara\u00e7\u00f5es mais \u00f3bvias. S\u00e3o dois lan\u00e7amentos de juventude: Ian Brown, o vocalista do Stone Roses, tinha 23 anos quando do lan\u00e7amento do \u00e1lbum, mesma idade de M\u00e1rio Peixoto quando do lan\u00e7amento de \u201cLimite\u201d. Tanto a banda quanto o cineasta tiveram um pesado bloqueio criativo depois de suas estreias: \u201cSecond Come\u201d, o segundo e \u00faltimo \u00e1lbum do grupo, foi lan\u00e7ado cinco anos depois da estreia, enquanto que M\u00e1rio Peixoto nunca mais lan\u00e7ou outro filme \u2013 embora tenha lan\u00e7ado romances e poesias depois de \u201cLimite\u201d. Outra coincid\u00eancia: nada do que a banda ou o cineasta tenham lan\u00e7ado posteriormente chegou \u2013 nem remotamente \u2013 perto da import\u00e2ncia ou da qualidade art\u00edstica de suas estreias.<\/p>\n<p>Do mesmo modo, os dois lan\u00e7amentos fazem parte de um movimento cultural mais amplo \u2013 a vanguarda europeia no caso de M\u00e1rio Peixoto, o pop brit\u00e2nico com forte influ\u00eancia dos Smiths (que posteriormente seria chamado de <em>britpop<\/em>), no caso do Stone Roses \u2013 mas, de um modo mais profundo, n\u00e3o se parecem com nada que tenha vindo antes ou depois. Tanto o filme de M\u00e1rio Peixoto como o disco do Stone Roses s\u00e3o obras t\u00e3o perfeitas que parecem abrir um novo campo na arte, n\u00e3o deixando arestas, como se criassem um mundo \u00e0 parte.<\/p>\n<p>E \u00e9 espantoso pensar que duas obras t\u00e3o bem realizadas e originais n\u00e3o tenham deixado, na pr\u00e1tica, seguidores. Se \u00e9 fato not\u00f3rio que \u201cLimite\u201d n\u00e3o teve nenhuma influ\u00eancia no cinema posterior (brasileiro ou estrangeiro), isto n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o f\u00e1cil de perceber no caso do Stone Roses. Afinal de contas, os \u00f3timos irm\u00e3os Gallagher, do Oasis, por exemplo, gostam tanto da banda de Ian Brown que imitam at\u00e9 o penteado do vocalista.<\/p>\n<p>Mas o fato \u00e9 que quando ou\u00e7o o som amplo, luminoso, delicado e melodioso de faixas com nomes estranhos como \u201cI Wanna Be Adored\u201d, \u201cElephant Stone\u201d e \u201cI Am The Ressurrection\u201d, ou as maravilhosas \u201cWaterfall\u201d e \u201cBye Bye Badman\u201d (que n\u00e3o estava na vers\u00e3o original), eu sinto que n\u00e3o tem nada parecido no mundo. D\u00e1 para perceber influ\u00eancias dos Smiths e m\u00fasica eletr\u00f4nica, por exemplo, aqui e ali, mas o \u00e1lbum \u201cThe Stone Roses\u201d \u00e9 \u00fanico.<\/p>\n<p>D\u00e1 para entender o bloqueio criativo da banda depois de uma estreia destas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu preferia n\u00e3o ter que fazer, pela en\u00e9sima vez, a rela\u00e7\u00e3o de alguma coisa com \u201cLimite\u201d, de M\u00e1rio Peixoto. 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