{"id":2887,"date":"2016-09-22T23:35:13","date_gmt":"2016-09-23T02:35:13","guid":{"rendered":"http:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=2887"},"modified":"2018-01-08T21:15:36","modified_gmt":"2018-01-09T00:15:36","slug":"meus-discos-preferidos-7-the-nothing%e2%80%8b%e2%80%8bnowhere-lp-nothing%e2%80%8b%e2%80%8bnowhere","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=2887","title":{"rendered":"Meus discos preferidos: 7. \u201cthe nothing\u200b,\u200bnowhere. lp \u201d &#8211; nothing\u200b,\u200bnowhere."},"content":{"rendered":"<p>Acho que uma boa defini\u00e7\u00e3o visual da misteriosa banda americana nothing,nowhere \u00e9 \u00a0o clipe de \u201cdeadbeat valentine\u201d. No in\u00edcio o vocalista canta e toca guitarra numa pe\u00e7a que parece ser um por\u00e3o de uma casa: ele n\u00e3o olha para a c\u00e2mera, que treme e fica boa parte do tempo atr\u00e1s de uns pilares. Quando ele finalmente olha de frente, a luz \u00e9 estranha, seu rosto fica assustadoramente branco e seus olhos parecem dois riscos negros. Tudo isto permeado com imagens e legendas do estilo da Fox News. O clipe d\u00e1 uma sensa\u00e7\u00e3o permanente de deslocamento, de algo estranho e fora de lugar. Nada, lugar nenhum.<!--more--><\/p>\n<p>Os demais clipes do nothing,nowhere s\u00e3o igualmente estranhos: \u201ci\u2019ve been doing well\u201d mostra um sujeito \u2013 acho que o pr\u00f3prio vocalista \u2013 em um escrit\u00f3rio. Ele envelhece algumas d\u00e9cadas em poucos segundos, e acaba saindo por a\u00ed sem rumo. \u201cdon\u2019t mind me\u201d e \u201ci\u2019m sorry, i\u2019m trying\u201d s\u00e3o v\u00eddeos amadores com uns amigos brincando e passeando. \u201cpoor posture\u201d \u00e9 no mesmo estilo, s\u00f3 que os amigos come\u00e7am, l\u00e1 pelas tantas, a tocar instrumentos num est\u00fadio: mas o que eles tocam n\u00e3o tem nada a ver com o som do clipe.<\/p>\n<p>A m\u00fasica da banda d\u00e1 esta mesma sensa\u00e7\u00e3o. H\u00e1 momentos de grande dramaticidade que ao mesmo tempo n\u00e3o parecem t\u00e3o dram\u00e1ticos assim. O vocal \u00e9 \u201cnormal\u201d em uma parte do tempo, e em outra o vocalista parece tentar vocais agudos demais. Tamb\u00e9m h\u00e1 trechos falados, e at\u00e9 uns raps esquisitos aqui e ali. H\u00e1 melodias bel\u00edssimas, mas parece que a banda n\u00e3o faz muita quest\u00e3o de soar bonito.<\/p>\n<p>O disco (melhor seria chamar mixtape, n\u00e9) chamado \u201cthe nothing,nowhere. lp\u201d, que eu relaciono aqui como meu s\u00e9timo disco preferido, tem dez faixas bel\u00edssimas &#8211; mas n\u00e3o tem \u201cdeadbeat valentine\u201d, citado l\u00e1 em cima. Sem problema. Tem \u201cbedhead\u201d, afinal, e n\u00e3o existem muitas m\u00fasicas mais bonitas que \u201cbedhead\u201d no mundo.<\/p>\n<p><em>(Dos dez discos preferidos da minha rela\u00e7\u00e3o, tr\u00eas \u2013 este inclu\u00eddo \u2013 foram recomendados pelo meu amigo Leonardo Gama; e esta hist\u00f3ria est\u00e1 come\u00e7ando a ser contada.)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acho que uma boa defini\u00e7\u00e3o visual da misteriosa banda americana nothing,nowhere \u00e9 \u00a0o clipe de \u201cdeadbeat valentine\u201d. 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Nada, lugar nenhum.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":2888,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"image","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[280,454],"class_list":["post-2887","post","type-post","status-publish","format-image","has-post-thumbnail","hentry","category-musica","tag-listas","tag-nothing-nowhere","post_format-post-format-image"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2887","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2887"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2887\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3421,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2887\/revisions\/3421"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2888"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2887"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2887"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2887"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}