{"id":2559,"date":"2016-04-04T01:22:03","date_gmt":"2016-04-04T04:22:03","guid":{"rendered":"http:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=2559"},"modified":"2016-04-04T10:47:14","modified_gmt":"2016-04-04T13:47:14","slug":"ana-de-amsterdam-da-ana-cassia-rebelo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=2559","title":{"rendered":"&#8220;Ana de Amsterdam&#8221;, da Ana C\u00e1ssia Rebelo"},"content":{"rendered":"<p>A advogada portuguesa Ana C\u00e1ssia Rebelo mant\u00e9m um <a href=\"http:\/\/ana-de-amsterdam.blogspot.com.br\/\">blog\u00a0<\/a>desde 2006, chamado \u201cAna de Amsterdam\u201d. O t\u00edtulo \u00e9 uma homenagem \u00e0 m\u00fasica de Chico Buarque, cujo trecho da letra ilustra o cabe\u00e7alho da p\u00e1gina na internet: <em>\u201c<\/em>Sou Ana de cabo a tenente\/ Sou Ana de toda patente, das \u00cdndias\/ Sou Ana do oriente, ocidente, acidente, gelada\/ Sou Ana, obrigada\/ At\u00e9 amanh\u00e3, sou Ana\/ Do cabo, do raso, do rabo, dos ratos\/ Sou Ana de Amsterdam\u201d. \u00c9 um blog simples, da <em>Blogger<\/em>, sem coment\u00e1rios, sem patroc\u00ednios, sem nada. Somente textos e links para v\u00eddeos para o <em>Youtube.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>A qualidade dos textos \u00e9 t\u00e3o invulgar que incentivou o soci\u00f3logo, cr\u00edtico e escritor Jo\u00e3o Pedro Jorge a public\u00e1-los em livro &#8211; lan\u00e7ado agora no Brasil pela Biblioteca Azul (192 p\u00e1ginas) com o nome da p\u00e1gina na internet, \u201cAna de Amsterdam\u201d. Inicialmente, Ana C\u00e1ssia Rebelo tinha receio do tamanho da exposi\u00e7\u00e3o que seu livro a submeteria: conforme ela declarou \u00e0 <a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2016\/03\/1749229-ana-de-amsterdam-faz-relato-intimo-de-depressao-de-autora.shtml\">Folha de S\u00e3o Paulo<\/a>, \u201c\u00e9 uma escrita muito \u00edntima, e os meus irm\u00e3os, pais, filhos iam ter contato com ela\u201d. Ainda segundo a reportagem da Folha, quando foi publicado o livro &#8220;Ana de Amsterdam&#8221;, ela pediu aos filhos mais velhos, adolescentes, que n\u00e3o o lessem ainda.<\/p>\n<p>O livro realmente exp\u00f5e de maneira impiedosa a vida \u00edntima da autora. Ela n\u00e3o tem medo de parecer politicamente incorreta, como quando confessa que praticava <em>bullying<\/em> na adolesc\u00eancia, que n\u00e3o gosta de algumas ex-colegas feias e que n\u00e3o aprecia animais, afora passarinhos. Ama de maneira incondicional seu pai \u2013 que tem uma mentalidade bastante retr\u00f3grada para seus padr\u00f5es. \u00a0Seus tr\u00eas filhos s\u00e3o a parte central de sua vida, mas confessa que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o feliz assim sendo m\u00e3e.<\/p>\n<p>O sexo \u00e9 parte importante\u00a0das postagens reproduzidas no livro: ela passa por per\u00edodos de frigidez e tenta redescobrir o prazer sexual (no qual tinha se iniciado aos oito anos) com pornografia pela internet e com diversos parceiros que fazem de tudo para satisfaz\u00ea-la. Ao mesmo tempo que despreza os homens, fica feliz quando lhes desperta o desejo na rua. Numa postagem dram\u00e1tica, acusa o ex-marido de ass\u00e9dio.<\/p>\n<p>\u201cAna de Amsterdam\u201d tamb\u00e9m descreve em detalhes a luta da autora contra a depress\u00e3o \u2013 com direito a detalhes como os rem\u00e9dios que toma, as visitas a psiquiatras e suas tentativas e pensamentos relacionados ao suic\u00eddio. Descri\u00e7\u00f5es de seu dia-a-dia, o trabalho como advogada, recorda\u00e7\u00f5es de suas visitas a Goa (antiga col\u00f4nia portuguesa na \u00cdndia onde seu pai passa a maior parte do ano) e \u00f3timos microcontos &#8211; sempre com uma personagem principal feminina &#8211; tamb\u00e9m fazem parte das postagens do blog de Ana C\u00e1ssia Rebelo apresentadas no livro \u201cAna de Amsterdam\u201d.<\/p>\n<p>Com um estilo espetacular &#8211; \u00e0s vezes s\u00f3brio, \u00e0s vezes l\u00edrico &#8211; e com uma sinceridade e uma franqueza incomuns, \u201cAna de Amsterdam\u201d \u00e9 um livro que n\u00e3o perde o interesse para o leitor em uma p\u00e1gina sequer. Um mergulho aprofundado numa alma atormentada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A advogada portuguesa Ana C\u00e1ssia Rebelo mant\u00e9m um blog\u00a0desde 2006, chamado \u201cAna de Amsterdam\u201d. 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