{"id":2480,"date":"2016-03-26T00:41:22","date_gmt":"2016-03-26T03:41:22","guid":{"rendered":"http:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=2480"},"modified":"2016-03-26T00:59:29","modified_gmt":"2016-03-26T03:59:29","slug":"lily-allen-marc-bolan-frank-sinatra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=2480","title":{"rendered":"Lily Allen, Marc Bolan, Frank Sinatra"},"content":{"rendered":"<p>Entre os m\u00fasicos\/compositores\/bandas que eu escuto com alguma frequ\u00eancia, alguns eu gosto pela t\u00e9cnica e expressividade (John Coltrane), outros pelo tom sinistro (Burzum), pelo peso ($uicideboy$, Electric Wizard), pela complexidade (Sonic Youth, Neurosis), pelas letras (Morrissey, Bones), pela dramaticidade (Lightnin&#8217; Hopkins) ou ainda pela simples beleza (caso de muitos lieder de Schubert). Uma cantora, o vocalista de uma banda e um cantor eu curto especialmente pela voz.<!--more--><\/p>\n<p>Nascida em 1985, a inglesa Lily Allen estourou nas paradas de sucesso em 2006 com o seu primeiro \u00e1lbum, \u201cAllright, still\u201d. Em faixas deliciosas como \u201cLDN\u201d, \u201cEverything&#8217;s just wonderful&#8221; ou \u201cFriday night\u201d a cantora mostrou seu som pop leve, divertido e mel\u00f3dico. A f\u00f3rmula continuou dando excelentes resultados com o disco \u201cIt\u2019s not me, is you\u201d, de 2009, em que os maiores destaques s\u00e3o as faixas \u201c22\u201d, \u201cChinese\u201d, a linda \u201cThe fear\u201d e a desbocada (como a cantora) \u201cFuck you\u201d. Depois deste disco Lily Allen anunciou que largaria a m\u00fasica para se dedicar \u00e0 moda. Mudou de ideia com o lan\u00e7amento de \u201cSheezus\u201d, de 2014, que n\u00e3o repetiu o sucesso dos \u00e1lbuns anteriores: \u00e9 um bom disco, em que Lily Allen se arrisca por sonoridades diferentes \u2013 mas nada que se compare com a perfei\u00e7\u00e3o pop dos dois primeiros.<\/p>\n<p>A delicadeza \u00e9 principal caracter\u00edstica da voz de Lily Allen: seu timbre \u00e9 ao mesmo tempo agudo e agrad\u00e1vel, quase infantil. A sonoridade de seu canto \u00e9 t\u00e3o limpa que \u00e0s vezes parece que n\u00e3o \u00e9 <em>bem um ser humano <\/em>que est\u00e1 cantando aquelas can\u00e7\u00f5es deliciosas.<\/p>\n<p>Nascido em 1947 e falecido em 1977, o ingl\u00eas Marc Bolan era o vocalista e l\u00edder da banda T.Rex (citada na edi\u00e7\u00e3o deste m\u00eas da revista<em> RollingStone,<\/em> em sua excelente reportagem sobre os Ramones, veja s\u00f3, como uma das grandes influ\u00eancias para a banda nova-iorquina). Um dos maiores nomes do <em>glam rock<\/em>, o T.Rex era idolatrado na Gr\u00e3-Bretanha \u2013 com direito a adolescentes hist\u00e9ricas e tudo &#8211; mas, por mais que tentasse, nunca conseguiu fazer sucesso em terras americanas. Em sua longa discografia, o T.Rex (que se chamava inicialmente Tyrannosaurus Rex) lan\u00e7ou duas obras-primas indiscut\u00edveis, \u201cElectric Warrior\u201d e \u201cThe Slider\u201d. Nunca vou saber quantas vezes j\u00e1 escutei faixas como &#8220;Get It On&#8221;, \u201cTelegram Sam\u201d, \u201cMambo Sun\u201d, \u201cLean Woman Blues\u201d, \u201cMystic Lady\u201d, \u201cMain Man\u201d,\u00a0 e outras tantas. S\u00f3 sei que quero continuar escutando enquanto eu puder.<\/p>\n<p>A voz de Marc Bolan \u00e9 diferente de qualquer outra que eu j\u00e1 tenha ouvido. Ele conseguia atingir notas graves e agudas com enorme facilidade, mas n\u00e3o era isto que a tornava t\u00e3o original: al\u00e9m de uma interpreta\u00e7\u00e3o no limite entre a dramaticidade e o deboche, seu timbre n\u00e3o era deste mundo. Se o tamb\u00e9m <em>glam rocker<\/em> David Bowie era o cara que falava de viagens interplanet\u00e1rias, o verdadeiro extraterrestre era Marc Bolan &#8211; acho.<\/p>\n<p>O terceiro que eu curto por causa da voz \u00e9 Frank Sinatra. N\u00e3o precisa falar nada sobre \u201cThe Voice\u201d, n\u00e9? S\u00f3 escute \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=e2dDijEJC_g\">Nice &#8216;n&#8217; easy<\/a>\u201d, \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=MmFaNuT-20g\">All the way<\/a>\u201d ou \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Vb44VPRtpDY\">It happened in Monterey<\/a>\u201d para saber do que estou falando.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre os m\u00fasicos\/compositores\/bandas que eu escuto com alguma frequ\u00eancia, alguns eu gosto pela t\u00e9cnica e expressividade (John Coltrane), outros pelo tom sinistro (Burzum), pelo peso ($uicideboy$, Electric Wizard), pela complexidade (Sonic Youth, Neurosis), pelas letras (Morrissey, Bones), pela dramaticidade (Lightnin&#8217; Hopkins) ou ainda pela simples beleza (caso de muitos lieder de Schubert). 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