{"id":2449,"date":"2016-03-16T08:57:30","date_gmt":"2016-03-16T11:57:30","guid":{"rendered":"http:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=2449"},"modified":"2016-03-16T08:57:30","modified_gmt":"2016-03-16T11:57:30","slug":"claus-schenk-graf-von-stauffenberg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=2449","title":{"rendered":"Claus Schenk Graf von Stauffenberg"},"content":{"rendered":"<blockquote><p>A resist\u00eancia anti-nazista alem\u00e3 dentro do ex\u00e9rcito<\/p><\/blockquote>\n<p><!--more-->Conforme visto na p\u00e1gina sobre a Noite dos Longos Punhais, por exemplo, (http:\/\/fabricio.diaryland.com\/longospunh.html) n\u00e3o foi o ex\u00e9rcito alem\u00e3o (a Wehrmacht) que colocou Hitler no poder &#8211; os expurgos daquela noite foram uma forma que Hitler encontrou para tirar poder da S.A. e, ao mesmo tempo, dar poder \u00e0s S.S. e agradar o ex\u00e9rcito. \u00c0 medida que Hitler foi nazificando a Alemanha a partir da tomada do poder em 1933, obviamente, grande parte da Wehrmacht foi ficando do lado do Nazismo &#8211; mesmo assim, o ex\u00e9rcito alem\u00e3o abrigava importantes focos de resist\u00eancia a Hitler.<\/p>\n<p>O principal grupo de resist\u00eancia da Wehrmacht era liderado pelos oficiais Goerdeler, Beck, Witleben e Tresckow. Este grupo desejava construir um governo alem\u00e3o sob bases crist\u00e3s. Ap\u00f3s assassinar Hitler, eles planejavam tomar o poder e fazer uma paz em separado com a frente ocidental. Mas para dar uma id\u00e9ia da mentalidade alem\u00e3 da \u00e9poca, em muitos aspectos incompreens\u00edvel sob um ponto de vista atual, os anti-nazistas eram na maioria anti-semitas, pretendiam continuar a guerra contra a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e n\u00e3o tinham inten\u00e7\u00e3o de devolver muitos dos territ\u00f3rios conquistados por Hitler. Isto, somado ao fato de que as os atentados contra o ditador alem\u00e3o terem se intensificado quando a guerra estava virtualmente perdida, de certa forma tira o brilho das tentativas dos revoltosos &#8211; mas n\u00e3o se pode negar a coragem destes homens que deram suas vidas para livrar mundo do tirano mais sanguin\u00e1rio da Hist\u00f3ria.<\/p>\n<blockquote><p>Primeiros atentados e Stauffenberg<\/p><\/blockquote>\n<p>A resist\u00eancia dentro da Wehrmacht foi respons\u00e1vel por uma s\u00e9rie de atentados fracassados contra a vida de Hitler &#8211; alguns deles, inclusive, n\u00e3o deram certo por um azar incr\u00edvel, como na ocasi\u00e3o em que a espoleta de uma bomba colocada dentro do avi\u00e3o onde estava o ditador simplesmente n\u00e3o detonou. Mas o atentado mais importante de todos, e que ocasionou uma rea\u00e7\u00e3o t\u00e3o cruel e sangrenta por parte de Hitler que chocou os pr\u00f3prios alem\u00e3es, ocorreu em 20 de julho de 1944, e foi perpetrado pelo Coronel Conde von Stauffenberg &#8211; um homem letrado, culto, amante dos esportes, de grande lideran\u00e7a pessoal, estatura e beleza f\u00edsica. Antes do atentado contra a vida de Hitler, Stauffenberg tinha perdido a m\u00e3o direita, dois dedos da esquerda e o olho direito, quando o carro onde estava passou sobre uma mina &#8211; ele sofreu ainda s\u00e9rios ferimentos na orelha esquerda e num joelho.<\/p>\n<p><em>Planejamento<\/em><\/p>\n<p>A principal dificuldade que o grupo de resist\u00eancia anti-nazista estava encontrando para realizar os atentados era um m\u00e9todo de seguran\u00e7a que Hitler utilizava: ele freq\u00fcentemente desrespeitava sua agenda de compromissos, e os locais e hor\u00e1rios de seus compromissos raramente eram sabidos com anteced\u00eancia &#8211; o que dificultava sobremaneira o planejamento dos atentados. Por isto, o grupo de Goerdeler decidiu que o perpetrador do atentado seria algu\u00e9m que efetivamente tivesse acesso a Hitler em suas reuni\u00f5es di\u00e1rias com o comando militar alem\u00e3o no quartel-general de Rastenburg &#8211; na qualidade de Chefe do Estado-Maior do Ex\u00e9rcito da Reserva, Stauffenberg freq\u00fcentemente era o homem que preenchia esta condi\u00e7\u00e3o, e por isto foi escolhido como o homem que mataria Hitler.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do atentado, os revoltosos anti-nazistas pretendiam tomar inicialmente Berlim, pouco guarnecida pois a grande maior parte do ex\u00e9rcito estava nas frentes de batalha. A partir da capital alem\u00e3 partiria inicialmente a informa\u00e7\u00e3o da morte do ditador, da forma\u00e7\u00e3o de um novo governo e as ordens de obedi\u00eancia a este novo gabinete. (Os revoltosos, inclusive, tinham diversos simpatizantes entre os oficiais espalhados pela Europa dominada, que tamb\u00e9m participariam do golpe a partir de seu in\u00edcio.) Tudo isto teria de ser feito rapidamente, a fim de que os nazistas n\u00e3o tivessem tempo de se reorganizar (isto, como se ver\u00e1, acabou n\u00e3o ocorrendo &#8211; a demora e a hesita\u00e7\u00e3o dos anti-nazistas foi fatal para seus planos).<\/p>\n<blockquote><p>O atentado<\/p><\/blockquote>\n<p>Depois de algumas tentativas frustradas por parte de Stauffenberg, o dia do atentado acabou sendo marcado para 20 de julho de 1944, quando o perpetrador tinha uma confer\u00eancia para apresentar a Hitler no quartel-general em Rastenburg. Stauffenberg levaria uma mala com uma bomba dentro, a qual deveria explodir dez minutos ap\u00f3s a detona\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na v\u00e9spera do atentado, Stauffenberg entrou numa igreja cat\u00f3lica para uma prece. No dia marcado ele tomou um avi\u00e3o em Berlim \u00e0s sete, chegando em Rastenburg depois das dez da manh\u00e3. L\u00e1, aonde Hitler vivia e trabalhava, a seguran\u00e7a era intensa: at\u00e9 o mais importante general necessitava de um passe especial para entrar &#8211; existiam ainda tr\u00eas c\u00edrculos fortificados com explosivos e arame farapado em volta do quartel de Hitler. Mas como o pr\u00f3prio Hitler tinha pedido para que Stauffenberg se apresentasse, este n\u00e3o teve grande dificuldade para entrar. L\u00e1 dentro, Stauffenberg despistou o anfitri\u00e3o, General Keitel, comandante m\u00e1ximo do Ex\u00e9rcito alem\u00e3o depois de Hitler, e com os tr\u00eas dedos que ainda lhe restavam detonou a bomba, que explodiria dali a dez minutos. Ele ent\u00e3o entrou na sala, onde estava Hitler, colocou a mala com a bomba embaixo da mesa de reuni\u00f5es, em volta da qual os presentes estavam reunidos, inventou uma desculpa e saiu. Stauffenberg estava j\u00e1 a uns duzentos metros do local quando a bomba finalmente explodiu &#8211; ele viu o explos\u00e3o, a fuma\u00e7a se espalhando com o impacto e alguns corpos saindo pela janela. A explos\u00e3o foi t\u00e3o intensa que ele teve certeza que ningu\u00e9m sairia dali vivo. Tomou ent\u00e3o o avi\u00e3o de volta de Rastenburg para Berim certo de que o atentado fora vitorioso e que Hitler falecera durante o mesmo.<\/p>\n<p>Mas Hitler n\u00e3o estava morto &#8211; e isto por um incidente incr\u00edvel, t\u00e3o grande que ele considerou que foi gra\u00e7a da Provid\u00eancia Divina. O Coronel Heinz Brandt estava prestando aten\u00e7\u00e3o no que acontecia sobre a mesa de reuni\u00e3o de modo t\u00e3o concentrado que quis se apoiar sobre ela &#8211; nisto percebeu que havia uma mala que atrapalhava seu o p\u00e9. Ent\u00e3o ele tirou a mala de onde estava e colocou-a atr\u00e1s de um pesado suporte de apoiava \u00e0 mesa, tamb\u00e9m pesad\u00edssima. Com isto o suporte passou a se interpor entre Hitler e a mala &#8211; e foi exatamente este suporte que amorteceu o impacto da bomba para o ditador nazista, que sofreu apenas queimaduras e escoria\u00e7\u00f5es. Brandt e mais tr\u00eas presentes faleceram em virtude da explos\u00e3o, e todos no local ficaram mais ou menos seriamente feridos.<\/p>\n<blockquote><p>Fracassam dos revoltosos<\/p><\/blockquote>\n<p>Os anti-nazistas, a seguir, cometeram uma s\u00e9rie de erros fatais. Os revoltosos foram omissos, indecisos, at\u00e9 mesmo medrosos. Muitos queriam de qualquer maneira saber se Hitler tinha de fato falecido no incidente, o que atrasou em muito o in\u00edcio das a\u00e7\u00f5es. N\u00e3o aproveitaram o corte das comunica\u00e7\u00f5es que um dos revoltosos promoveu, isolando Rastenburg do resto da Alemanha. N\u00e3o movimentaram as tropas na hora previamente escolhida, mas esperaram a volta de Stauffenberg a Berlim (ele chegou tr\u00eas horas depois do atentado a Berlim, vindo de Rastenburg). N\u00e3o tomaram o centros de comunica\u00e7\u00e3o de telefone, r\u00e1dio e TV. N\u00e3o prenderam o Ministro da Propaganda do Reich, Joseph Goebbels, o \u00fanico ministro alem\u00e3o em Berlim, e nem atacaram os quart\u00e9is da Gestapo e da SS. Deram tamb\u00e9m a um oficial n\u00e3o envolvido com a conspira\u00e7\u00e3o um posto-chave na revolta.<\/p>\n<p>Quando finalmente Stauffenberg chegou a Berlim, tomou iniciativa e, mesmo quando teve certeza que Hitler, ao contr\u00e1rio do que tinha pensado, sobrevivera, continuou insistindo na not\u00edcia de sua morte, para incitar a a\u00e7\u00e3o dos revoltosos. Fez tudo o que era poss\u00edvel, com grande coragem e bravura. Mas era tarde demais. Os nazistas tomaram conta da situa\u00e7\u00e3o, dando ordens para que n\u00e3o fossem obedecidos comandos dos revoltosos, e a partir das nove horas da noite j\u00e1 se anunciava que Hitler falaria ao r\u00e1dio \u00e0 na\u00e7\u00e3o sobre a conspira\u00e7\u00e3o &#8211; o que acabou fazendo \u00e0 uma da madrugada, prometendo vingan\u00e7a contra os que participaram da tentativa de golpe: \u201cdesta vez acertaremos as contas com eles (os revoltosos) da maneira como n\u00f3s, nacional-socialistas (nazistas), estamos acostumados\u201d &#8211; como em outras ocasi\u00f5es semelhantes, Hitler cumpriu sua palavra.<\/p>\n<p>Stauffenberg e dois companheiros de revolta, os generais Beck e Hoepner, foram executados por fuzilamento em 20 de julho mesmo, em torno das dez da noite pelo comandante-chefe do Ex\u00e9rcito de Reserva, o General Fritz Fromm. Fromm tinha sido simpatizante dos anti-nazistas, mas a ele interessava eliminar os revoltosos n\u00e3o s\u00f3 para cair nas boas gra\u00e7as de Hitler, como tamb\u00e9m para eliminar provas, pois Stauffenberg e seus colegas poderiam delat\u00e1-lo, j\u00e1 que ele sabia dos planos de matar Hitler h\u00e1 muitos meses e tinha acobertado os revoltosos. De qualquer modo, a atitude de Fromm matando Stauffenberg n\u00e3o serviu para acalmar Hitler, e Fromm foi executado em 19 de mar\u00e7o de 1945 por fuzilamento (possivelmente ter sido fuzilado &#8211; o que \u00e9 mais honroso que ser enforcado &#8211; foi um pequeno reconhecimento a seu servi\u00e7o vital, ajudando a salvar o regime nazista).<\/p>\n<p>Consta que as \u00faltimas palavras de Stauffenberg foram \u201cViva a nossa sagrada Alemanha\u201d ( \u00e9 importante ressaltar que at\u00e9 hoje, na Alemanha, em 20 de julho \u00e9 comemorado o &#8220;dia Stauffenberg&#8221;, em reconhecimento \u00e0 sua coragem).<\/p>\n<blockquote><p>A vingan\u00e7a de Hitler<\/p><\/blockquote>\n<p>Quanto a Hitler, sua sede de vingan\u00e7a n\u00e3o teve limites (para se ter uma id\u00e9ia, parentes e conhecidos das pessoas envolvidas no levante eram levados para campos de concentra\u00e7\u00e3o). N\u00e3o vale a pena se alongar muito neste ponto, mas mesmo os generais simpatizantes \u00e0 causa nacional-socialista ficaram horrorizados com o que se seguiu. Os oficiais eram julgados no Tribunal do Povo (e n\u00e3o por um Tribunal Militar, como seria de se esperar) e se apresentavam em roupas civis, abatidos depois de longas sess\u00f5es de tortura, com a barba por fazer e sem cintos ou suspens\u00f3rios, para que suas cal\u00e7as ficassem caindo &#8211; tudo com finalidade de aumentar a humilha\u00e7\u00e3o dos r\u00e9us. O juiz Ronald Freisler, um man\u00edaco vil e imoral (a ponto de sua pr\u00f3pria fam\u00edlia ter tirado seu sobrenome ap\u00f3s a sua morte &#8211; e possivelmente o segundo homem mais frio e cruel da hist\u00f3ria do nazismo depois de Heydrich) xingava sem parar os r\u00e9us, n\u00e3o dando oportunidade para que eles pudessem responder &#8211; ali\u00e1s, os pr\u00f3prios advogados de \u201cdefesa\u201d chegavam a ajudar na acusa\u00e7\u00e3o. Duas horas depois da senten\u00e7a &#8211; morte por forca &#8211; os condenados eram executados de forma cruel: cordas de pianos, penduradas por ganchos de a\u00e7ougue, envolviam o pesco\u00e7o dos condenados &#8211; os ganchos subiam lentamente, para aumentar seu sofrimento. Nas primeiras execu\u00e7\u00f5es este horror foi filmado, e o filme foi mostrado a Hitler e seus asseclas &#8211; na ocasi\u00e3o, consta que Goebbels p\u00f4s a m\u00e3o diante dos olhos para n\u00e3o desmaiar. (O mesmo Goebbels tentou mostrar o filme das execu\u00e7\u00f5es e dos julgamentos a certos grupos do ex\u00e9rcito numa apresenta\u00e7\u00e3o &#8211; mas os militares se recusaram a assisti-los, retirando-se logo no in\u00edcio da exibi\u00e7\u00e3o. Depois os filmes foram retirados de circula\u00e7\u00e3o &#8211; o dos julgamentos existe at\u00e9 hoje, e presume-se que o filme das execu\u00e7\u00f5es tenha sido destru\u00eddo por ordem de Hitler, para que o mesmo n\u00e3o ca\u00edsse nas m\u00e3os dos inimigos.) E a matan\u00e7a continuou de maneira avassaladora: antes de serem executados, atrav\u00e9s de tortura os r\u00e9us acabavam delatando outros envolvidos &#8211; e o processo continuava, r\u00e1pido e cruel. O n\u00famero de condenados a morte varia, segundo estimativas, entre 4800 e 7000.<\/p>\n<p>Os julgamentos no Tribunal do Povo continuaram por v\u00e1rios meses, at\u00e9 que em 3 de fevereiro de 1945 uma bomba americana caiu sobre este Tribunal, matando o fac\u00ednora juiz Freisler e destruindo dossiers relativos \u00e0 maioria dos acusados ainda vivos.<\/p>\n<p><em>(texto escrito em 14\/7\/2001)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A resist\u00eancia anti-nazista alem\u00e3 dentro do ex\u00e9rcito<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":2450,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"image","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[263,101],"class_list":["post-2449","post","type-post","status-publish","format-image","has-post-thumbnail","hentry","category-historia","tag-nazismo","tag-segunda-guerra-mundial","post_format-post-format-image"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2449","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2449"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2449\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2451,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2449\/revisions\/2451"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2450"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2449"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2449"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2449"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}