{"id":2087,"date":"2015-11-25T12:43:21","date_gmt":"2015-11-25T12:43:21","guid":{"rendered":"http:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=2087"},"modified":"2015-11-25T12:43:37","modified_gmt":"2015-11-25T12:43:37","slug":"beatles","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=2087","title":{"rendered":"Beatles"},"content":{"rendered":"<p>A cada vez que arrumo meus vinis, fa\u00e7o um \u00f3bvio papel de cr\u00edtico, deixando nos melhores lugares aqueles que mais gosto. N\u00e3o necessariamente aqueles que mais escuto, mas aquele que mais tenho vontade de ouvir.<\/p>\n<p>Comprei vinis at\u00e9, mais ou menos, 1994 (por que diabos n\u00e3o comprei na ocasi\u00e3o o vinil de Vauxhall and I, de Morrissey, \u00e9 uma coisa que me pergunto at\u00e9 hoje). A minha cole\u00e7\u00e3o, de uns 700 vinis mais ou menos, tem muita coisa de rock dos anos 80, alguma coisa de jazz\/MPB\/rap, outra parte ainda de rock dos anos 60\/70 e in\u00edcio dos anos 90 (In Utero, do Nirvana, por exemplo &#8211; grande disco em vinil!). E praticamente tanta m\u00fasica erudita quanto rock.<!--more--><\/p>\n<p>S\u00f3 recentemente fui percebendo que, destes vinis todos (ainda escuto LPs pelo menos quatro vezes por semana, \u00e0 noite), o que me d\u00e1 vontade mesmo de ouvir s\u00e3o aqueles de m\u00fasica cl\u00e1ssica, notadamente m\u00fasica de c\u00e2mara. S\u00e3o os primeiros em que penso ouvir quando pego minha cole\u00e7\u00e3o. Se Bach, por exemplo, criou suas m\u00fasicas nos s\u00e9culos XVI\/XVII e ainda tem (muita) gente que as ouve, \u00e9 \u00f3bvio \u00e9 que s\u00e3o eternas. Isto \u00e9 chover no molhado. Falar isto n\u00e3o tem nada, absolutamente, de original.<\/p>\n<p>O que me espanta um pouco \u00e9 o quanto envelheceram, para mim, coisas que eu amava nos anos 80, como Prince, New Order, Echo and The Bunnymen, Roxy Music, Joy Division, Jesus and Mary Chain, Doors, Marvin Gaye&#8230; Eu posso at\u00e9 pegar um vinil empoeirado destes e provavelmente vou gostar (o que acontece mesmo, \u00e0s vezes).<\/p>\n<p>Na verdade, a \u00fanica banda de rock cujos vinis me despertam o desejo de ouvir como se fosse um disco de m\u00fasica cl\u00e1ssica, fora aqueles de Morrissey\/Smiths, claro, que gosto MAIS do que os eruditos, s\u00e3o os de uma banda que a famosa revista Bizz dos anos 80 n\u00e3o apreciava muito: os Beatles. Aquela revista achava a fama deles superestimada. Achava que existiam muitas outras bandas t\u00e3o boas quanto eles. Achava os beatleman\u00edacos chatos. Meus vinis provam que n\u00e3o. Gosto muito mais de Morrissey\/Smiths, mas os Beatles s\u00e3o os Beatles. Daqui a 500 anos, compositores como Wagner e Liszt que se cuidem, por que os Beatles v\u00e3o ser melhores do que voc\u00eas.<\/p>\n<p>[P.S.: Pra n\u00e3o ser injusto, eu aposto todas as minhas fichas na eternidade de coisas antigas que escuto sempre em cd, como David Bowie, Velvet Underground e Black Sabbath (pra mim, a melhor coisa que o grunge fez foi dar prest\u00edgio cr\u00edtico a esta banda maravilhosa). E na eternidade de coisas recentes como System of a Down e, principalmente, White Stripes. ]<\/p>\n<p><em>(texto escrito em 2002)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cada vez que arrumo meus vinis, fa\u00e7o um \u00f3bvio papel de cr\u00edtico, deixando nos melhores lugares aqueles que mais gosto. N\u00e3o necessariamente aqueles que mais escuto, mas aquele que mais tenho vontade de ouvir. 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