{"id":1783,"date":"2015-10-11T01:42:33","date_gmt":"2015-10-11T01:42:33","guid":{"rendered":"http:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=1783"},"modified":"2015-10-06T01:47:24","modified_gmt":"2015-10-06T01:47:24","slug":"adriano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=1783","title":{"rendered":"Adriano"},"content":{"rendered":"<p><i>Primeira cena<\/i>: num jogo do Campeonato Brasileiro de 2002, Adriano vem correndo com a bola pela lateral esquerda. Dribla um advers\u00e1rio; dribla dois; dribla tr\u00eas. N\u00e3o tem para quem passar a bola; volta e dribla novamente o jogador que tinha acabado de driblar. Cruza. A jogada n\u00e3o resulta em gol, e Adriano &#8211; que tinha corrido alucinadamente &#8211; volta mancando. Olha para Bonamigo, faz sinal de quem quer sair. O ent\u00e3o t\u00e9cnico do Glorioso faz sinal para que o jogador fique. Adriano fica.<!--more--><br \/>\n<i>Segunda cena<\/i>: no Campeonato Paranaense de 2003, no Pinheir\u00e3o, Tcheco se machuca. Penso comigo: &#8220;saiu um craque, s\u00f3 ficou o outro&#8221;. N\u00e3o deu outra: Adriano vai do seu campo ao do advers\u00e1rio correndo com a bola. Cruza para Marcel, que deu a vit\u00f3ria ao Coritiba.<\/p>\n<p><i>Terceira cena<\/i>: no campeonato paranaense de 2004, Luiz M\u00e1rio faz uma jogada pavorosa. A torcida aplaude. Eu comento com meu cunhado: &#8220;se fosse o Adriano seria vaiado&#8221;. Penso: &#8220;Adriano est\u00e1 t\u00e3o mal que mesmo se acertasse a jogada seria vaiado&#8221;.<\/p>\n<p><i>Quarta cena<\/i>: hoje, no primeiro tempo, Adriano vai correndo pela esquerda, cruza na cabe\u00e7a de Tuta, que cabeceia brilhantemente &#8211; mas a bola bate, caprichosamente, na trave. &#8220;Que pena&#8221;, penso comigo. No segundo tempo, numa jogada parecida, Adriano acaba cruzando rasteiro para Tuta, que faz o gol. \u00c9 quando eu lembro das cenas anteriores.<\/p>\n<p>O que \u00e9 bonito de lembrar nestas cenas \u00e9 como Adriano, depois de ser o jogador mais vaiado em campo h\u00e1 pouqu\u00edssimo tempo, voltou a ser o craque que desequilibrava &#8211; o que ele j\u00e1 n\u00e3o era bem antes do seu p\u00e9ssimo in\u00edcio nesta temporada.<\/p>\n<p>E recentemente ouvi uma entrevista de Adriano (j\u00e1 depois da recupera\u00e7\u00e3o de sua forma t\u00e9cnica) que me surpreendeu agradavelmente pela franqueza: ele &#8211; numa declara\u00e7\u00e3o rara num jogador num futebol &#8211; reconhecia que esteve estressado e sem confian\u00e7a no come\u00e7o de 2004.<\/p>\n<p>Desculpem-me a obviedade da conclus\u00e3o, mas vou transcrever as imortais palavras de Paulo Vanzolini para terminar esta coluna:<\/p>\n<blockquote><p>Chorei, n\u00e3o procurei esconder<br \/>\nTodos viram, fingiram<br \/>\nPena de mim, n\u00e3o precisava<br \/>\nAli onde eu chorei<br \/>\nQualquer um chorava<br \/>\nDar a volta por cima que eu dei<br \/>\nQuero ver quem dava<br \/>\nUm homem de moral n\u00e3o fica no ch\u00e3o<br \/>\nNem quer que mulher<br \/>\nVenha lhe dar a m\u00e3o<br \/>\nReconhece a queda e n\u00e3o desanima<br \/>\nLevanta, sacode a poeira<br \/>\nE d\u00e1 a volta por cima<\/p><\/blockquote>\n<p><i>(publicado no site <a href=\"http:\/\/www.coxanautas.com.br\">COXAnautas <\/a>em 21 de mar\u00e7o de 2004)<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Primeira cena: num jogo do Campeonato Brasileiro de 2002, Adriano vem correndo com a bola pela lateral esquerda. Dribla um advers\u00e1rio; dribla dois; dribla tr\u00eas. N\u00e3o tem para quem passar a bola; volta e dribla novamente o jogador que tinha acabado de driblar. Cruza. A jogada n\u00e3o resulta em gol, e Adriano &#8211; que tinha corrido alucinadamente &#8211; volta mancando. Olha para Bonamigo, faz sinal de quem quer sair. O ent\u00e3o t\u00e9cnico do Glorioso faz sinal para que o jogador fique. 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