{"id":1585,"date":"2015-08-31T05:04:39","date_gmt":"2015-08-31T05:04:39","guid":{"rendered":"http:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=1585"},"modified":"2015-08-30T05:15:07","modified_gmt":"2015-08-30T05:15:07","slug":"lancamentos-de-metal-extremo-mais-ou-menos-recentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=1585","title":{"rendered":"Lan\u00e7amentos de metal extremo mais ou menos recentes"},"content":{"rendered":"<p>Se em outros estilos tem gente que diz que a m\u00fasica acabou, e tal, o metal extremo vai muito bem obrigado. Alguns lan\u00e7amentos dos \u00faltimos meses s\u00e3o uma prova viva disso.<\/p>\n<hr \/>\n<p>A banda francesa Alcest tem atualmente um \u00fanico membro, Neige &#8211; e mais alguns de est\u00fadio ou ao vivo. O grupo come\u00e7ou com o estilo de raw black metal, mas depois da sa\u00edda dos outros membros iniciais, Neige (neve, em franc\u00eas) passou a misturar o estilo original com o shoegaze. <!--more-->&#8220;\u00c9cailles de lune&#8221;, o segundo \u00e1lbum de est\u00fadio da banda (e t\u00e3o bom quanto o primeiro, &#8220;Souvenirs d&#8217;um autre monde&#8221;), \u00e9 uma incr\u00edvel mistura destes dois tipos de som: o Alcest passa do black metal para o estilo de bandas como My Bloody Valentine, Ride e Lush de maneira surpreendentemente suave: por incr\u00edvel que pare\u00e7a, faz todo o sentido do mundo. E \u00e9 lindo de se ouvir.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Varg Vikernes \u00e9 mau car\u00e1ter, nazista, matou o vocalista do Mayhem, colocou fogo em igrejas, e esteve preso at\u00e9 h\u00e1 pouco tempo. Depois de exposta a ficha corrida do camarada, \u00e9 preciso dizer que qualquer f\u00e3 de black metal reconhece que a banda dele, o Burzum (da qual ele \u00e9 o \u00fanico membro), \u00e9 de fundamental import\u00e2ncia para o estilo. Quase todas as bandas de black metal que eu costumo escutar t\u00eam influ\u00eancia do tipo de som que ele praticamente inventou: uma mistura de vocal distorcido, assustador e insano, com uma bateria r\u00e1pida e aguda, e melodias surpreendentemente belas e pungentes. Varg Vikernes \u00e9 t\u00e3o bom melodista que os discos instrumentais que ele lan\u00e7ou enquanto esteve preso (&#8220;Dau\u00f0i Baldrs&#8221; e &#8220;Hli\u00f0skj\u00e1lf&#8221;) s\u00e3o compostos de delicadas melodias feitas no teclado. Depois da sa\u00edda de Vikernes da pris\u00e3o, em 2009, o Burzum j\u00e1 lan\u00e7ou dois \u00e1lbuns de black metal, &#8220;Belus&#8221; (de 2010) e &#8220;Fallen&#8221; (2011). Nenhum dos dois chega aos p\u00e9s das obras-primas da banda, &#8220;Hvis Lyset Tar Oss&#8221; e, principalmente, &#8220;Filosofem&#8221; &#8211; mas t\u00eam momentos fenomenais. Obrigat\u00f3rio para f\u00e3s de m\u00fasica pesada.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Escolhido como o melhor disco de 2010 pelo excelente site <a href=\"http:\/\/www.chroniclesofchaos.com\/\">Chronicles of chaos<\/a>, &#8220;Marrow of the Spirit&#8221;, da banda americana Agalloch, \u00e9 um assombro. Com um estilo &#8220;Atmospheric Folk\/Dark Metal&#8221;, segundo o <a href=\"http:\/\/www.metal-archives.com\">Encyclopaedia Metallum<\/a>, o disco \u00e9 uma extraordin\u00e1ria sucess\u00e3o de climas e estilos, da m\u00fasica cl\u00e1ssica (o \u00e1lbum come\u00e7a com um lindo solo de violoncelo) ao black metal mais agressivo, passando por longos temas ambient, l\u00edricos e criativos. N\u00e3o acho que tenha sido o melhor disco do ano passado, mas \u00e9 excelente mesmo assim.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Quem sabe o melhor disco de metal de 2010 seja mesmo &#8220;Paracletus&#8221;, da banda de black metal francesa Deathspell Omega. Os membros da banda n\u00e3o costumam aparecer em fotos, e nem fazer shows (o Burzum, ali\u00e1s, tamb\u00e9m n\u00e3o faz). No inicio, o Deathspell Omega era uma banda de raw black metal normal, agressiva e com um som pouco diferente do que se espera do estilo. A partir do \u00e1lbum &#8220;Si Monumentum Requires, Circumspice&#8221;, de 2004, por\u00e9m, a coisa foi se modificando. A banda se sofisticou aos poucos, fazendo faixas com espetaculares mudan\u00e7as de andamento &#8211; e o Deathspell Omega foi ficando cada vez mais pesado e assustador. O \u00e1pice dessa evolu\u00e7\u00e3o da banda, acredito, seja mesmo este &#8220;Paracletus&#8221;, um disco espetacular em todos os momentos. Se em alguns dos \u00e1lbuns &#8220;sofisticados&#8221; do Deathspell Omega a banda parecia perder a m\u00e3o em alguns momentos, em &#8220;Paracletus&#8221; isto n\u00e3o acontece em um instante sequer.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Sempre que escuto as longas, pesadas, relativamente lentas e sofisticadas m\u00fasicas da espetacular banda de black metal ucraniana Drudkh, imagino um homem sofrido e revoltado contra a for\u00e7a cruel do destino. Ou algo do g\u00eanero. O lan\u00e7amento mais recente desta banda &#8211; tamb\u00e9m sem fotos e sem shows &#8211; chama-se &#8220;Handful of stars&#8221;, e tem um som mais limpo e mais seco que as obras-primas do grupo, &#8220;Blood in our wells&#8221; e &#8220;The swan road&#8221;. Mas todo o drama est\u00e1 l\u00e1. N\u00e3o tem como perder.<\/p>\n<hr \/>\n<p>J\u00e1 a praia da banda holandesa God Dethroned, em &#8220;Under the sign of iron cross&#8221;, \u00e9 outra. O som pode ser chamado de death\/black metal, j\u00e1 que o baixo, o vocal e a guitarra s\u00e3o pesados e graves como uma banda de death. E o ritmo da bateria \u00e9 veloz e preciso como o de uma banda de black metal. As letras falam de guerra, especialmente da Primeira Guerra Mundial, e o som parece mesmo emular toda a intensidade de um combate violento.<\/p>\n<hr \/>\n<p>O melhor fica para o final: &#8220;Black masses&#8221;, da inglesa Electric Wizard, j\u00e1 comentada aqui. Pode n\u00e3o ser t\u00e3o bom quanto &#8220;Witchcult Today&#8221; ou &#8220;Dopethrone&#8221;, mas quem se importa? O que importa \u00e9 ouvir faixas pesadas e divertidas como &#8220;Patterns of evil&#8221;, &#8220;Turn of your mind&#8221; e &#8220;Scorpio curse&#8221;.<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>(publicado no <a href=\"http:\/\/www.mondobacana.com\/blogs\/lana-amentos-de-metal-extremo-mais-ou-menos-recentes.html\">blog do Mondo Bacana<\/a> em 11 de fevereiro de 2011)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se em outros estilos tem gente que diz que a m\u00fasica acabou, e tal, o metal extremo vai muito bem obrigado. Alguns lan\u00e7amentos dos \u00faltimos meses s\u00e3o uma prova viva disso. A banda francesa Alcest tem atualmente um \u00fanico membro, Neige &#8211; e mais alguns de est\u00fadio ou ao vivo. O grupo come\u00e7ou com o estilo de raw black metal, mas depois da sa\u00edda dos outros membros iniciais, Neige (neve, em franc\u00eas) passou a misturar o estilo original com o shoegaze.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":1586,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"image","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[245,246,76,244,77,242,243],"class_list":["post-1585","post","type-post","status-publish","format-image","has-post-thumbnail","hentry","category-musica","tag-agalloch","tag-alcest","tag-black-metal","tag-deathspell-omega","tag-drudkh","tag-electric-wizard","tag-god-dethroned","post_format-post-format-image"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1585","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1585"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1585\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1589,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1585\/revisions\/1589"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1586"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1585"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1585"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1585"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}