{"id":1572,"date":"2015-08-26T22:07:16","date_gmt":"2015-08-26T22:07:16","guid":{"rendered":"http:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=1572"},"modified":"2015-08-26T22:09:34","modified_gmt":"2015-08-26T22:09:34","slug":"michael-phelps","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=1572","title":{"rendered":"Phelps, Phelps, Phelps"},"content":{"rendered":"<p>Chegando em casa, liguei a televis\u00e3o e fiquei espantado com o que vi: passava, ao vivo, a premia\u00e7\u00e3o dos 400 m medley da Olimp\u00edada de 2012 e no lugar mais alto p\u00f3dio estava o americano Ryan Lochte. Meio inesperado. De todo modo, se o segundo lugar de Thiago Pereira era espantoso (a primeira medalha ol\u00edmpica do brasileiro), o esquisito mesmo era o terceiro lugar: Michael Phelps. Sim, o maior atleta ol\u00edmpico da hist\u00f3ria, o ganhador de seis medalhas de ouro em Atenas (2004) e outras oito (!) em Pequim (2008), come\u00e7ava a Olimp\u00edada de Londres em terceiro lugar. Tr\u00eas dias depois Phelps levaria a prata, perdendo para o franc\u00eas Chad Le Clos nos 200 m borboleta.<!--more--><\/p>\n<p>Sim, Phelps estava acabado.<\/p>\n<p>Mais dois dias e Phelps larga na raia tr\u00eas (lugar reservado ao terceiro melhor tempo das semifinais) na final dos 200 m medley. Perfilados nas balizas estavam seus dois carrascos dos 400 m medley, Thiago Pereira e Ryan Lochte. Era praticamente certo \u2013 pelo menos para mim \u2013 que ele novamente n\u00e3o ganharia. Ledo engano. Phelps deu um verdadeiro show, ficando em primeiro de ponta a ponta &#8211; e acabou recebendo mais um ouro para sua inacredit\u00e1vel cole\u00e7\u00e3o. E, pelo visto, n\u00e3o era s\u00f3 eu que n\u00e3o estava acreditando muito nele: no <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=GTbbnhnnMQU\">v\u00eddeo oficial da prova<\/a>\u00a0pode-se perceber a emo\u00e7\u00e3o dos narradores &#8211; e da torcida &#8211; com esta vit\u00f3ria espetacular e, dadas as circunst\u00e2ncias, quase inesperada.<\/p>\n<p>No dia seguinte, os 100 m borboleta. Bem, ainda n\u00e3o dava para achar que Phelps fosse o favorito: al\u00e9m das derrotas nos 400 m medley e nos 200 m medley comentadas acima, os 100 m borboleta eram quase uma pedra no sapato para o nadador em Olimp\u00edadas: em Atenas ele tinha vencido a prova por quatro cent\u00e9simos; em Pequim a coisa foi pior ainda: por muito pouco ele deixaria de ganhar todos os seus oito j\u00e1 lend\u00e1rios ouros, pois ficou \u00e0\u00a0frente do s\u00e9rvio Milorad Cavic por apenas um cent\u00e9simo (numa decis\u00e3o pol\u00eamica, ali\u00e1s, com os ju\u00edzes tendo que analisar quadro-a-quadro o filme da chegada dos dois nadadores). Voltando a Londres 2012: nadando na raia quatro (melhor tempo das semifinais), Phelps passa os primeiros 50 metros atr\u00e1s dos tr\u00eas primeiros colocados mas, numa recupera\u00e7\u00e3o espetacular, ganha mais um ouro para sua cole\u00e7\u00e3o. E sem pol\u00eamica e sem sofrimento desta vez: chegou 27 cent\u00e9simos de segundo na frente do segundo colocado, Chad Le Clos.<\/p>\n<p>De l\u00e1 para c\u00e1, Phelps anunciou que iria parar de nadar, voltou \u00e0s competi\u00e7\u00f5es, disputou o mundial de Roma de 2009, quando ganhou o ouro nos 100 m borboleta derrotando novamente Milorad Cavic (desta vez Phelps se mostrou agressivo ap\u00f3s a vit\u00f3ria, em resposta \u00e0s provoca\u00e7\u00f5es que o s\u00e9rvio lhe tinha feito), anunciou novamente que iria parar de nadar&#8230; e voltou de novo \u00e0s competi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Punido pela federa\u00e7\u00e3o americana por ser pego dirigindo b\u00eabado (era reincidente), Phelps n\u00e3o p\u00f4de participar do Mundial de Kazan, que terminou recentemente, e participou do campeonato norte-americano. Suas marcas nesta competi\u00e7\u00e3o nos 100 m e 200 m borboleta <a href=\"http:\/\/swimchannel.blogosfera.uol.com.br\/2015\/08\/08\/le-clos-phelps-pode-ficar-quieto-e-nao-vir-com-desculpas\/\">lhe assegurariam o ouro em Kazan<\/a>. S\u00f3 isso.<\/p>\n<p>N\u00e3o vejo a hora de saber o que Michael Phelps vai aprontar no Rio de Janeiro em 2016.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Chegando em casa, liguei a televis\u00e3o e fiquei espantado com o que vi: passava, ao vivo, a premia\u00e7\u00e3o dos 400 m medley da Olimp\u00edada de 2012 e no lugar mais alto p\u00f3dio estava o americano Ryan Lochte. Meio inesperado. De todo modo, se o segundo lugar de Thiago Pereira era espantoso (a primeira medalha ol\u00edmpica do brasileiro), o esquisito mesmo era o terceiro lugar: Michael Phelps. 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