{"id":1565,"date":"2015-08-25T13:08:21","date_gmt":"2015-08-25T16:08:21","guid":{"rendered":"http:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=1565"},"modified":"2016-03-15T21:43:42","modified_gmt":"2016-03-16T00:43:42","slug":"rapidos-comentarios-sobre-livros-lidos-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=1565","title":{"rendered":"R\u00e1pidos coment\u00e1rios sobre livros lidos &#8211; 4"},"content":{"rendered":"<p class=\"Standard\">Tenho uma razo\u00e1vel no\u00e7\u00e3o da Segunda Guerra Mundial, gra\u00e7as ao bom n\u00famero de livros que li sobre o assunto: a guerra em si, o Holocausto, o Terceiro Reich. Por outro lado, o que eu sabia sobre a Primeira Guerra Mundial (a \u201cGrande Guerra\u201d) praticamente se resumia ao que se comenta sobre ela nos livros sobre a Segunda Guerra \u2013 principalmente, sobre as duras condi\u00e7\u00f5es impostas aos derrotados alem\u00e3es no Tratado de Versalhes, assinado em 1919, que foi um fator decisivo para a deflagra\u00e7\u00e3o da guerra de 39\/45.<!--more--><\/p>\n<div>\n<p class=\"Standard\">Para me informar sobre a \u201cGrande Guerra\u201d, li recentemente \u201cA Primeira Guerra Mundial\u201d, do historiador brit\u00e2nico Michael Howard, da cole\u00e7\u00e3o L&amp;PM Pocket Encyclopaedia. O livro \u00e9 \u00f3timo como introdu\u00e7\u00e3o ao assunto \u2013 e nem se pretende outra coisa -, mas o assunto \u00e9 complexo demais para suas 150 p\u00e1ginas em formato de bolso. Ao contr\u00e1rio da Segunda Guerra, onde o Bem e o Mal s\u00e3o claramente delimitados para qualquer pessoa com o m\u00ednimo de bom senso, na \u201cGrande Guerra\u201d estas no\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito mais t\u00eanues &#8211; e o julgamento \u00e9 mais complicado.<\/p>\n<hr \/>\n<p class=\"Standard\">Da mesma cole\u00e7\u00e3o L&amp;PM Pocket Encyclopaedia \u00e9 \u201cJesus\u201d, de Charles Perrot (127 p\u00e1ginas). O livro conta as mais recentes novidades do estudo de Jesus segundo a hist\u00f3ria, o chamado \u201cJesus hist\u00f3rico\u201d. De maneira extremamente did\u00e1tica, o livro fala sobre as fontes de pesquisa, os manuscritos do Mar Morto, os diversos movimentos judeus dos s\u00e9culos em torno do nascimento de Cristo, das escava\u00e7\u00f5es, das an\u00e1lises liter\u00e1ria e hist\u00f3rica dos Evangelhos, dos evangelhos ap\u00f3crifos, e assuntos afins.<\/p>\n<p class=\"Standard\">\u201cJesus\u201d \u00e9 um \u00f3timo livro para todos os interessados, crentes ou n\u00e3o, na hist\u00f3ria e no ambiente em que viveu o homem (seria s\u00f3 um homem?) que mudou o curso da civiliza\u00e7\u00e3o. Conforme conclui Charles Perrot, \u201cesse Cristo n\u00e3o deixa de ser um homem, e mesmo um crucificado, que o historiador pode designar com maior ou menor precis\u00e3o, sob o risco de ser interpelado, por sua vez, pelas palavras do Nazareno: &#8216;E v\u00f3s, quem dizeis que eu sou?&#8217; (Mc 8, 29)\u201d.<\/p>\n<hr \/>\n<p class=\"Standard\">Antes de ser empossado como Papa Bento XVI, o Cardeal Joseph Ratzinger participou de um debate com o fil\u00f3sofo ateu Paolo Flores d&#8217;Arcais, em 21 de fevereiro de 2000. Este debate est\u00e1 reproduzido em \u201cDeus existe?\u201d, da Editora Planeta (128 p\u00e1ginas). A primeira parte do livro cabe a Ratzinger, que comenta a crise do catolicismo atual e apresenta os modos de chegar \u00e0 f\u00e9 em Deus pela raz\u00e3o. A segunda parte \u00e9 o debate em si, e a terceira cabe a d&#8217;Arcais, que descreve boa parte dos argumentos ateus contra a exist\u00eancia de Deus, e a sua aposta de que \u00e9 imposs\u00edvel chegar a Deus apenas com o uso da raz\u00e3o. Um debate &#8211; e um livro \u2013 fascinantes.<\/p>\n<hr \/>\n<p class=\"Standard\">Os \u201cPensamentos\u201d, de Blaise Pascal (Cole\u00e7\u00e3o Folha Livros que Mudaram O Mundo), \u00e9 uma das obras mais importantes da hist\u00f3ria. Muitos dos pensamentos do autor s\u00e3o realmente dif\u00edceis de entender sem um estudo aprofundado \u2013 e a tradu\u00e7\u00e3o, aparentemente muito literal, n\u00e3o ajuda muito -, mas n\u00e3o importa. Em \u201cPensamentos\u201d temas important\u00edssimos s\u00e3o apresentados de maneira magistral: a superioridade do cristianismo sobre as demais religi\u00f5es; a possibilidade da encarna\u00e7\u00e3o de Deus na humanidade por meio do Cristo; a dualidade do ser humano, entra a corrup\u00e7\u00e3o e a gra\u00e7a; a dificuldade em se chegar \u00e0 f\u00e9 em Deus apenas com o uso da raz\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<p class=\"Standard\">\u201cO Jardim de Cimento\u201d (Companhia das Letras) \u00e9 uma pequena novela do escritor brit\u00e2nico Ian McEwan, e o terceiro livro que leio do autor \u2013 depois dos romances \u201cS\u00e1bado\u201d e \u201cRepara\u00e7\u00e3o\u201d. A novela conta a hist\u00f3ria de uma fam\u00edlia &#8211; composta por pai, m\u00e3e, dois meninos e duas meninas &#8211; que vive isolada num bairro semiabandonado. Logo no in\u00edcio do livro o pai falece. A m\u00e3e, mais tarde, vai definhando aos poucos devido a uma doen\u00e7a grave, at\u00e9 que falece, deixando os filhos \u00f3rf\u00e3os na casa. Eles preferem n\u00e3o comunicar a ningu\u00e9m a morte da m\u00e3e, e enterram seu cad\u00e1ver em um ba\u00fa, e jogam concreto l\u00e1 dentro. Isto, claro, trar\u00e1 graves consequ\u00eancias.<\/p>\n<p class=\"Standard\">Embora o estilo n\u00e3o seja t\u00e3o primoroso quanto em \u201cS\u00e1bado\u201d e \u201cRepara\u00e7\u00e3o\u201d, a hist\u00f3ria contada em \u201cO Jardim de Cimento\u201d, al\u00e9m de ser muito bem escrito, tem um impacto no leitor semelhante ao daquelas duas obras. O problema com Ian McEwan do livro \u2013 como acontece, ali\u00e1s, com \u201cS\u00e1bado\u201d (mas n\u00e3o com \u201cRepara\u00e7\u00e3o\u201d, \u00e9 preciso que se\u00a0 diga) &#8211; \u00e9 que seus personagens n\u00e3o transmitem praticamente nenhuma empatia. Citando Antonio Callado em sua cr\u00edtica de \u201cO Jardim de Cimento\u201d na Folha de S\u00e3o Paulo: \u201cao acabar de ler esse pequeno romance a rainha Vit\u00f3ria diria: &#8216;We are not amused&#8217;\u201d.<\/p>\n<hr \/>\n<p class=\"Standard\">Falta de empatia com os personagens \u00e9 uma caracter\u00edstica que o leitor de Philip Roth simplesmente n\u00e3o sente. Alguns de seus melhores tipos s\u00e3o intensos, tr\u00e1gicos e contradit\u00f3rios como os personagens de uma trag\u00e9dia grega. N\u00e3o por acaso, o personagem principal do excelente \u201cA Marca Humana\u201d (Companhia das Letras), Coleman Silk, \u00e9 um professor judeu de cultura cl\u00e1ssica &#8211; especialista em trag\u00e9dias gregas, portanto. Ele \u00e9 acusado injustamente de racismo, e a investiga\u00e7\u00e3o que o escritor Nathan Zuckerman (alter-ego de Roth, presente em diversas de suas obras) faz sobre a sua vida acaba por descobrir um lado totalmente inseperado de Silk.<\/p>\n<p class=\"Standard\">\u201cA Marca Humana\u201d \u00e9 um painel extraordin\u00e1rio e multifacetado dos Estados Unidos do s\u00e9culo XX, a partir da \u00e9poca em que o racismo era t\u00e3o profundo que era defendido por lei, at\u00e9 os tempos atuais, dominados por um pensamento politicamente correto t\u00e3o radical que chega \u00e0s raias da irresponsabilidade &#8211; passando ainda pelos traumas da Guerra do Vietn\u00e3. N\u00e3o s\u00f3 a personagem de Silk, mas aquelas que orbitam em torno dele \u2013 a professora feminista que \u00e9 seu algoz no processo injusto de racismo, a amante ignorante do professor e o marido dela (um ex-combatente alucinado e violento da Guerra do Vietn\u00e3) \u2013 s\u00e3o fascinantes, descritos com uma profundidade e um realismo extraordin\u00e1rios at\u00e9 mesmo para os padr\u00f5es\u00a0 liter\u00e1rios j\u00e1 muito altos de Roth. A maneira com a qual a hist\u00f3ria \u00e9 contada, de maneira n\u00e3o cronol\u00f3gica, \u00e9 brilhante, onde acontecimenos recentes s\u00e3o apresentados de maneira superficial, e seu real significado vai sendo desvendado aos poucos.<\/p>\n<hr \/>\n<p class=\"Standard\">J\u00e1 a praia do franc\u00eas J.M.G. Le Cl\u00e9zio, Pr\u00eamio Nobel de 2008, \u00e9 outra. Ao contr\u00e1rio de Philip Roth, ele n\u00e3o pretende apresentar um painel multifacetado da sociedade. Seu interesse, em livros como este extraordin\u00e1rio \u201c\u00c9toile Errante\u201d (Gallimard, sem edi\u00e7\u00e3o brasileira), \u00e9 mostrar a vida dos pobres, dos desvalidos, dos desesperan\u00e7ados. No romance, Esther \u00e9 uma menina judia que consegue a duras penas sobreviver \u00e0 domina\u00e7\u00e3o nazista na Europa. Depois da guerra ela consegue chegar a Jerusal\u00e9m, ref\u00fagio para os judeus perseguidos, onde encontra rapidamente Nejima, garota \u00e1rabe foragida da guerra entre \u00e1rabes e judeus \u2013 o encontro \u00e9 t\u00e3o r\u00e1pido quanto tocante.<\/p>\n<p class=\"Standard\">A prosa de Le Cl\u00e9zio \u00e9 frequentemente mon\u00f3tona e simples, mas a grandeza da hist\u00f3ria e a emo\u00e7\u00e3o que ele consegue transmitir ao leitor s\u00e3o profundas. Desculpem a brincadeira, mas Ian McEwan deveria aprender um pouco de humanidade com Le Cl\u00e9zio \u2013 um gigante que n\u00e3o tem nada a aprender com quem quer que seja.<\/p>\n<hr \/>\n<p class=\"Standard\">\u201cAge of iron\u201d, do Pr\u00eamio Nobel de 2003, o sul-africano J.M. Coetzee (Penguin Books, 200 p\u00e1ginas \u2013 h\u00e1 uma edi\u00e7\u00e3o brasileira, chamada \u201cA idade do ferro\u201d, da Siciliano, esgotada), \u00e9 um livro doloroso. O romance conta a hist\u00f3ria de Mrs. Curren, uma professora de cultura cl\u00e1ssica aposentada morando na Cidade do Cabo, que vive sozinha e sofre de c\u00e2ncer, aparentemente terminal. Sua filha \u00fanica abandonou a \u00c1frica do Sul, como tantas outras pessoas de sua gera\u00e7\u00e3o que viviam no pa\u00eds antes do fim do apartheid, e mora com o marido nos Estados Unidos. O filho de sua empregada negra \u00e9 perseguido pela pol\u00edcia e assassinado \u2013 nem precisa se dizer que n\u00e3o h\u00e1 a menor perspectiva de que se fa\u00e7a justi\u00e7a neste caso. A \u00fanica companhia de Mrs. Curren \u00e9 um mendigo que vive nas ruas junto com seu c\u00e3o, por quem ela vai se afei\u00e7oando aos poucos.<\/p>\n<p class=\"Standard\">A \u00c1frica do Sul\u00a0 antes do fim do apartheid pintada por Coetzee \u00e9 um pa\u00eds violento e sem esperan\u00e7as. Grande escritor \u00a0que \u00e9, ele n\u00e3o pinta um retrato manique\u00edsta da situa\u00e7\u00e3o: as fac\u00e7\u00f5es em luta, sejam elas compostas por negros como por brancos, s\u00e3o agressivas, desesperan\u00e7adas e avessas ao di\u00e1logo. A rela\u00e7\u00e3o de Mrs. Curren com a filha distante \u2013 o livro todo \u00e9 uma longa carta que a professora aposentada quer mandar para ela \u2013 mistura, de maneira crua, um profundo amor materno com um sentimento de intensa m\u00e1goa pelo abandono da filha. A rela\u00e7\u00e3o de Mrs. Curren com o mendigo Vercueil \u00e9 tanto repulsiva \u2013 pelo alcoolismo e p\u00e9ssimo estado de higiene dele \u2013 quanto tocante. As dores e os sofrimentos sentidas por Mrs. Curren s\u00e3o descritos de maneira crua. \u201cAge of iron\u201d \u00e9 tanto um grande livro quanto um grande soco no est\u00f4mago.<\/p>\n<hr \/>\n<p class=\"Standard\">\u201c100 escovadas antes de ir para a cama\u201d, da italiana Melissa Panarello (Objetiva), foi um sucesso e um grande esc\u00e2ndalo na It\u00e1lia quando de seu lan\u00e7amento, em 2003. Explica-se: o livro s\u00e3o as mem\u00f3rias sexuais \u2013 segundo a autora, verdadeiras \u2013 de Melissa, enquanto ela ainda tinha em torno quinze anos. Com esta idade, ela participou de orgias com at\u00e9 cinco homens, sexo l\u00e9sbico e diversas rela\u00e7\u00f5es com diferentes homens de diferentes idades \u2013 todas estas descritas com riqueza de detalhes em seu livro. Segundo a autora, ela n\u00e3o se arrepende de nada.<\/p>\n<p class=\"Standard\">Entre as diferentes possibilidades apresentadas pelo livro, parece que Melissa Panarello faz o que faz para chamar a aten\u00e7\u00e3o dos pais, que n\u00e3o ligavam muito para ela. Em uma das passagens \u201c100 escovadas antes de ir para a cama\u201d (estas escovadas no cabelo eram o ritual que ela fazia antes de dormir), ela se queixa do pai nos seguintes termos: \u201cquando sa\u00ed de casa, meu pai estava sentado no sof\u00e1 olhando a telinha com express\u00e3o distante. Com ar ap\u00e1tico, perguntou aonde eu ia, mas achei desnecess\u00e1rio responder, j\u00e1 que n\u00e3o importa o que eu dissesse, a express\u00e3o de seu rosto n\u00e3o mudaria, ele continuaria ali passivamente.\u201d Al\u00e9m disso, como boa parte das adolescentes sonhadoras, ela deseja encontrar um amor de verdade \u2013 e acaba encontrando. Ou seja, \u201c100 escovadas antes de ir para a cama\u201d \u00e9 um livro de uma menina com mentalidade de adolescente, mas com costumes de uma adulta prom\u00edscua.<\/p>\n<hr \/>\n<p class=\"Standard\">A poesia er\u00f3tica se iniciou praticamente junto com a escrita, e e poemas er\u00f3ticos s\u00e3o escritos at\u00e9 hoje. \u201cPoesia er\u00f3tica em tradu\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Paulo Paes\u201d, da Companhia de Bolso (200 p\u00e1ginas), n\u00e3o se pretende uma colet\u00e2nea aprofundada sobre o assunto. O objetivo confesso do compilador e tradutor, falecido em 1998, \u00e9 fazer uma obra n\u00e3o de erudi\u00e7\u00e3o, mas de divulga\u00e7\u00e3o: ambiciona \u201ct\u00e3o-s\u00f3 oferecer ao aficionado de poesia um elenco de textos que n\u00e3o fosse t\u00e3o grande a ponto de tornar a leitura cansativa nem restrito a ponto de n\u00e3o ter o m\u00ednimo de representatividade\u201d. A colet\u00e2nea come\u00e7a com Disc\u00f3rides, grego do s\u00e9culo III a.C., e vai at\u00e9 Joyce Manur, falecida no in\u00edcio dos anos 80, em data que Jos\u00e9 Paulo Paes n\u00e3o conseguiu apurar. No meio de, entre outros, divertidas adivinha\u00e7\u00f5es er\u00f3ticas medievais, poesias surrealistas e poemas er\u00f3tico-l\u00edricos, o destaque vai para os brilhantes poemas gregos antigos, algumas poesias da \u00e9poca da Restaura\u00e7\u00e3o Inglesa (a partir de 1660), e as poesias escolhidas de Goethe, Verlaine, D.H. Lawrence e da j\u00e1 citada Joyce Mansur.<\/p>\n<p class=\"Standard\"><em>(publicado no <a href=\"http:\/\/www.mondobacana.com\/blogs\/livros-lidos-recentemente-6.html\">blog do Mondo Bacana<\/a> em 21\u00a0de janeiro de 2011)<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tenho uma razo\u00e1vel no\u00e7\u00e3o da Segunda Guerra Mundial, gra\u00e7as ao bom n\u00famero de livros que li sobre o assunto: a guerra em si, o Holocausto, o Terceiro Reich. Por outro lado, o que eu sabia sobre a Primeira Guerra Mundial (a \u201cGrande Guerra\u201d) praticamente se resumia ao que se comenta sobre ela nos livros sobre a Segunda Guerra \u2013 principalmente, sobre as duras condi\u00e7\u00f5es impostas aos derrotados alem\u00e3es no Tratado de Versalhes, assinado em 1919, que foi um fator decisivo para a deflagra\u00e7\u00e3o da guerra de 39\/45.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":1567,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"image","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[36],"tags":[179,238,164,133,117,237,239,131,236,183],"class_list":["post-1565","post","type-post","status-publish","format-image","has-post-thumbnail","hentry","category-literatura","tag-bento-xvi","tag-blaise-pascal","tag-ian-mcewan","tag-j-m-coetzee","tag-j-m-g-le-clezio","tag-jesus","tag-jose-paulo-paes","tag-philip-roth","tag-primeira-guerra-mundial","tag-religiao","post_format-post-format-image"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1565","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1565"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1565\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1570,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1565\/revisions\/1570"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1567"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1565"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1565"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1565"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}