{"id":1486,"date":"2015-07-29T16:59:39","date_gmt":"2015-07-29T16:59:39","guid":{"rendered":"http:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=1486"},"modified":"2015-07-31T12:27:39","modified_gmt":"2015-07-31T12:27:39","slug":"a-maca-de-samira-makhmalbaf","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=1486","title":{"rendered":"&#8220;A ma\u00e7\u00e3&#8221;, de Samira Makhmalbaf"},"content":{"rendered":"<p>At\u00e9 hoje, assisti a poucos filmes iranianos. O que mais me marcou foi &#8220;Close-up&#8221;, de Abbas Kiarostami, semidocument\u00e1rio em que um homem pobre, parecid\u00edssimo com o diretor\u00a0 Mohsen Makhmalbaf, se faz passar por ele junto a uma fam\u00edlia de classe m\u00e9dia alta cujos membros s\u00e3o admiradores de arte e cinema. As discuss\u00f5es sobre a import\u00e2ncia da arte de maneira e geral \u00a0e sobre a pobreza e falta de perspectivas dos pobres iranianos s\u00e3o levadas com uma for\u00e7a e sensibilidade admir\u00e1veis. Um dos melhores filmes a que j\u00e1 assisti. Outro que gostei muito foi &#8220;O bal\u00e3o branco&#8221;, de\u00a0Jafar Panahi, em que uma menina sai de casa para comprar um peixinho dourado e passa por v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es de risco no caminho. Nestes dois, e em outros poucos filmes iranianos a que assisti, sempre se destacaram o profundo carinho com que as hist\u00f3rias s\u00e3o contadas e as grandes provas de solidariedade que\u00a0os personagens costumam mostrar uns com os outros.<!--more--><\/p>\n<p>Recentemente assisti &#8220;A ma\u00e7\u00e3&#8221;, de\u00a0Samira Makhmalbaf (que est\u00e1 na foto que acompanha este texto), filme de 1990 feito quando ela tinha 17 (!) anos &#8211; praticamente t\u00e3o bom quanto &#8220;Close-up&#8221;, supracitado. O filme, baseado em fatos reais, \u00e9 sobre Massoumed e Zahra, duas meninas filhas de um pai desempregado (que vive de caridade, rezando para os outros a troca de dinheiro e comida) e uma m\u00e3e cega (aparentemente deficiente mental) que ficam trancadas\u00a0em casa durante 11 anos &#8211; sem educa\u00e7\u00e3o, sem escola, sem banho -, \u00a0pois os pais t\u00eam medo do que possa acontecer com elas fora do ambiente familiar. Novamente, \u00e9 a for\u00e7a da solidariedade que se destaca: das vizinhas, preocupadas com o destino das meninas; da assistente social, que entende n\u00e3o s\u00f3 o drama das crian\u00e7as, como tamb\u00e9m o dos pais delas; das crian\u00e7as que Massoumed e Zahra encontram pelo caminho quando de um de seus\u00a0primeiros passeios pelas ruas depois de anos de c\u00e1rcere privado; e at\u00e9 mesmo dos pais das garotas, que tentam fazer o melhor pelas meninas &#8211; de sua maneira torta, \u00e9 verdade.<\/p>\n<p>A gente volta e meia ouve falar que a solidariedade e o amor florescem com maior for\u00e7a em condi\u00e7\u00f5es de grande pobreza: \u00e9 o que parece nos dizer\u00a0Samira Makhmalbaf nesta\u00a0obra-prima.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>At\u00e9 hoje, assisti a poucos filmes iranianos. O que mais me marcou foi &#8220;Close-up&#8221;, de Abbas Kiarostami, semidocument\u00e1rio em que um homem pobre, parecid\u00edssimo com o diretor\u00a0 Mohsen Makhmalbaf, se faz passar por ele junto a uma fam\u00edlia de classe m\u00e9dia alta cujos membros s\u00e3o admiradores de arte e cinema. As discuss\u00f5es sobre a import\u00e2ncia da arte de maneira e geral \u00a0e sobre a pobreza e falta de perspectivas dos pobres iranianos s\u00e3o levadas com uma for\u00e7a e sensibilidade admir\u00e1veis. Um dos melhores filmes a que j\u00e1 assisti. Outro que gostei muito foi &#8220;O bal\u00e3o branco&#8221;, de\u00a0Jafar Panahi, em que uma menina sai de casa para comprar um peixinho dourado e passa por v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es de risco no caminho. Nestes dois, e em outros poucos filmes iranianos a que assisti, sempre se destacaram o profundo carinho com que as hist\u00f3rias s\u00e3o contadas e as grandes provas de solidariedade que\u00a0os personagens costumam mostrar uns com os outros.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":1487,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"image","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[53],"tags":[225],"class_list":["post-1486","post","type-post","status-publish","format-image","has-post-thumbnail","hentry","category-cinema","tag-samira-makhmalbaf","post_format-post-format-image"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1486","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1486"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1486\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1499,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1486\/revisions\/1499"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1487"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1486"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1486"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1486"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}