{"id":1344,"date":"2015-07-24T05:37:41","date_gmt":"2015-07-24T05:37:41","guid":{"rendered":"http:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=1344"},"modified":"2015-07-23T04:19:18","modified_gmt":"2015-07-23T04:19:18","slug":"la-otra-orilla-e-bestiario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/?p=1344","title":{"rendered":"&#8220;La otra orilla&#8221; e &#8220;Bestiario&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>No pref\u00e1cio de La otra orilla, o autor Julio Cort\u00e1zar avisa que os contos curtos que comp\u00f5em a colet\u00e2nea t\u00eam uma &#8220;estrutura fr\u00e1gil&#8221;, mas precisam estar juntos: &#8220;quem sabe mere\u00e7am estar juntos porque do desencanto de cada um cresceu a vontade do seguinte&#8221;. O pref\u00e1cio \u00e9 de 1945, os contos foram escritos entre 1937 e 1945, mas o livro s\u00f3 foi publicado postumamente, em 1995. M\u00e1 vontade do autor com suas obras iniciais, obviamente inspiradas em Jorge Luis Borges: as hist\u00f3rias fant<span class=\"text_exposed_show\">\u00e1sticas de La otra orilla, afinal, prendem a aten\u00e7\u00e3o o tempo todo. Alguns destaques: em Las manos que crecen as m\u00e3os do personagem crescem desmesuradamente em uma briga; Llama el tel\u00e9fono, Delia conta uma hist\u00f3ria sobrenatural de vida ap\u00f3s a morte; Puzzle \u00e9 um \u00f3timo conto policial; e Bruja discorre sobre uma mo\u00e7a que consegue construir literalmente qualquer coisa.<\/span><!--more--><\/p>\n<div class=\"text_exposed_show\">\n<p>J\u00e1 no livro de contos Bestiario, a primeira obra que Cort\u00e1zar publicou com seu nome (em 1951), estamos em terreno familiar. A partir deste livro, o autor argentino come\u00e7a a criar o estilo pelo qual passou a ser universalmente conhecido: hist\u00f3rias escritas em estilo detalhado e obsessivo nas quais o absurdo irrompe no cotidiano antes &#8220;normal&#8221; dos personagens (os quais, ent\u00e3o, tentam se adaptar a uma nova e estranha realidade). Exemplos est\u00e3o no homem que vomita coelhos (Carta a una se\u00f1orita en Par\u00eds), na casa que \u00e9 invadida aos poucos, n\u00e3o se sabe pelo qu\u00ea ou por quem (Casa tomada), ou nos passageiros de um \u00f4nibus que sofrem bullying por n\u00e3o portarem flores (\u00d3mnibus).<\/p>\n<p>Mas a grandeza de Cort\u00e1zar n\u00e3o est\u00e1 apenas na cria\u00e7\u00e3o de um estilo original de hist\u00f3rias fant\u00e1sticas: quem quer que leia a bel\u00edssima hist\u00f3ria de amor Las puertas del cielo ou os contos Bestiario e Circe, nos quais quase tudo \u00e9 sugerido &#8211; e praticamente nada \u00e9 contado -, sabe do que estou falando.<\/p>\n<div class=\"fwn fcg\"><em><span class=\"fsm fwn fcg\"><abbr class=\"_5ptz\" title=\"S\u00e1bado, 8 de novembro de 2014 \u00e0s 01:43\">(texto escrito em 8 de novembro de 2014)<\/abbr><\/span><\/em><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No pref\u00e1cio de La otra orilla, o autor Julio Cort\u00e1zar avisa que os contos curtos que comp\u00f5em a colet\u00e2nea t\u00eam uma &#8220;estrutura fr\u00e1gil&#8221;, mas precisam estar juntos: &#8220;quem sabe mere\u00e7am estar juntos porque do desencanto de cada um cresceu a vontade do seguinte&#8221;. O pref\u00e1cio \u00e9 de 1945, os contos foram escritos entre 1937 e 1945, mas o livro s\u00f3 foi publicado postumamente, em 1995. M\u00e1 vontade do autor com suas obras iniciais, obviamente inspiradas em Jorge Luis Borges: as hist\u00f3rias fant\u00e1sticas de La otra orilla, afinal, prendem a aten\u00e7\u00e3o o tempo todo. Alguns destaques: em Las manos que crecen as m\u00e3os do personagem crescem desmesuradamente em uma briga; Llama el tel\u00e9fono, Delia conta uma hist\u00f3ria sobrenatural de vida ap\u00f3s a morte; Puzzle \u00e9 um \u00f3timo conto policial; e Bruja discorre sobre uma mo\u00e7a que consegue construir literalmente qualquer coisa.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":1345,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"image","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[36],"tags":[142],"class_list":["post-1344","post","type-post","status-publish","format-image","has-post-thumbnail","hentry","category-literatura","tag-julio-cortazar","post_format-post-format-image"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1344","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1344"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1344\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1348,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1344\/revisions\/1348"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1345"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1344"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1344"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fabriciomuller.com.br\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1344"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}