Patrick Modiano

“Para Você não se Perder no Bairro”, de Patrick Modiano
Literatura
“Para Você não se Perder no Bairro”, de Patrick Modiano
28 de julho de 2016 at 23:32 0
A memória dos fatos ocorridos durante a ocupação nazista na França é o principal tema dos livros do escritor francês Patrick Modiano, vencedor do Prêmio Nobel de 2014 - e é também o tema de seu livro mais recente, “Para você não se perder no bairro” (também de 2014). O livro conta a história de um escritor de meia-idade, Jean Daragane, que vive sozinho em Paris (cidade-sede da maioria dos enredos de Modiano, aliás). Um dia ele recebe um telefonema de Gilles Ottolini, um homem de cerca de 40 anos que tinha achado a agenda de Daragane numa estação em Lyon. Os dois acabam combinando um encontro num café para a devolução, e Ottolini leva junto sua namorada, Chantal Gripay, uma moça de cerca de 30 anos de idade. Lá o escritor descobre que Ottolini não está interessado apenas em devolver o objeto perdido de Daragane, mas também em obter informações sobre um tal de Guy Torstel para uma investigação policial privada. O número de telefone deste Torstel constava do objeto recuperado, mas Daragane já não lembrava dele, já que a agenda era muito antiga. (mais…)
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“Um copo de cólera”, “A neve estava suja”
Literatura
“Um copo de cólera”, “A neve estava suja”
2 de novembro de 2015 at 06:33 0
Eu lembro de ter ouvido ou lido, anos atrás, a notícia de que o político israelense Shimon Peres lia alguns romances de escritores locais antes de viajar para algum país que não conhecia. Creio que ele achava que a literatura mostrava aspectos que outros meios – como a história ou o jornalismo – não conseguiam registrar. Realmente, é inegável que a leitura de Balzac ajuda – e muito – a entender a vida e a política da Restauração e da Monarquia de Julho na França do século XIX, assim como os livros de J.M. Coetzee dão uma visão “de dentro” da África do Sul no período do apartheid. (mais…)
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Três romances
Literatura
Três romances
12 de julho de 2015 at 21:19 0
O primeiro livro que li do romancista israelense David Grossman  foi o espetacular e longo (650 páginas) “A mulher foge”. Se o título se refere à história da mãe que fugia de casa de medo de receber a notícia de que seu filho tinha morrido na guerra, o que mais chama atenção no romance é o estranho triângulo amoroso (a referida mãe, o marido e um antigo namorado) num Israel permeado por guerras sangrentas. Não me lembro de ter lido um romance em que as amizades – a despeito de tudo – sejam tão fortes e poderosas. Depois desse começo alvissareiro, tentei o também longo (530 páginas) “Ver: amor”. Começou bem, mas depois de mais de cinquenta páginas descrevendo o caminho do cadáver de um escritor judeu assassinado pelos nazistas nas profundezas do oceano (!), desisti. Linguagem poética tem lá seus limites. (mais…)
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Patrick Modiano, Prêmio Nobel de 2014
Literatura
Patrick Modiano, Prêmio Nobel de 2014
11 de julho de 2015 at 08:25 0
Já estou me acostumando, todos os meses de outubro, a esperar o Prêmio Nobel de Literatura. Os vencedores dos últimos anos, de maneira geral, são escritores dos quais eu nunca tinha ouvido falar: Mo Yan, Alice Munro, Tomas Transtörmer, Herta Müller. Sempre tenho curiosidade de conhecer alguma coisa dos vencedores mas, na maioria das vezes, a preguiça vence (dos citados acima, li alguns romances de Herta Müller - alguns excelentes, outros nem tanto). Coisa diferente aconteceu com o vencedor deste ano, Patrick Modiano (do qual também nunca tinha ouvido falar). (mais…)
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