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Melhores músicas de 2017
Música
Melhores músicas de 2017
13 de dezembro de 2017 at 09:29 0
Minha listinha de melhores músicas de 2017, com os correspondentes links para o YouTube: (mais…)
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Minhas músicas preferidas: 6. “Ontzieling”, do Wiegedood
Música
Minhas músicas preferidas: 6. “Ontzieling”, do Wiegedood
6 de setembro de 2017 at 23:17 0
A culpa é do Bones. A primeira música que ouvi do rapper – juntamente com o primeiro clipe – foi “Casey Jones” e a minha impressão, profunda, foi imediata. Isto já faz mais de três anos. Sua obra é tão vasta e impressionante que, à medida que eu ia escutando mais e mais Bones, passei a ouvir outras coisas na mesma linha – notadamente $uicideboy$ e Ashley All Day - e fui deixando de lado os estilos que eu mais curtia na época, o metal e o jazz. Assim, para mim foi uma surpresa quando, recomendado pelo meu amigo Pedro Alves, recentemente fui dar uma conferida no clipe da música “Ontzieling”, da banda belga de black metal Wiegedood - e fiquei embasbacado. Sim, o vídeo, escuro, no qual um sujeito encapuzado e solitário monta um estranho símbolo de madeira (o mesmo que acompanha este texto), lembra os melhores de Bones. Mas o melhor da coisa era mesmo a música: um black metal violento, agressivo, com uma bela melodia ao fundo e um vocal profundo, berrado e assustador - melhor, basicamente, que todo o black metal que eu já tinha ouvido antes, e olha que já ouvi muito black metal nesta vida. (mais…)
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Minhas músicas preferidas: 7. “Go Hard (La.La.La)”, de Kreayshawn
Música
Minhas músicas preferidas: 7. “Go Hard (La.La.La)”, de Kreayshawn
25 de julho de 2017 at 21:06 0
Para você ver como às vezes a pessoa pode ser preconceituosa sem se dar conta. Se uns anos atrás alguém me contasse que um dos meus raps preferidos seria cantado por uma mulher branca, eu provavelmente riria na cara da pessoa. A partir disto, dá para imaginar o meu espanto quando Leonardo Gama, sempre ele, me mostrou o clipe de “Go Hard (La.La.La)”, da rapper Kreayshawn – claro, branca. Eu assistia e assistia àquele clipe – lançado em 2012, acho que foi naquela época mesmo que o conheci – sem acreditar direito que um muro de preconceito imbecil contra mulheres (não gostei das poucas rappers que ouvi) E brancos (tinha Eminem, aprovado por negros, e Beastie Boys, mais indie que qualquer outra coisa, que não contavam) no rap estava sendo destruído inapelavelmente num clipe avassalador de três minutos e pouco. O vídeo de “Go Hard (La.La.La)” era totalmente diferente de tudo o que eu já tinha visto até então. Só Kreayshawn, morena, que canta, mas outra rapper, Lil Debbie, loira, fica o tempo fazendo palhaçadas ao lado dela. A principal influência do clipe são histórias em quadrinhos: a rapper e sua amiga aparecem em cenários coloridos, no meio de desenhos de olhos enormes, sorvetes e doces gigantes, pessoas fantasiadas de animais, grafites, páginas de jornal, automóveis de fantasia; elas mesmas são enquadradas fazendo parte de HQs coloridas e alucinadas. Neste cenário infanto-juvenil, Lil Debbie realmente parece fazer parte de um especial para crianças e adolescentes – mas Kreayshawn nem tanto, com sua postura ao mesmo tempo divertida e desafiadora, que só dá mais charme para a coisa toda. Nada disso seria memorável, claro, se não fosse o som: “Go Hard (La.La.La)” é pesada, divertida, grudenta, com um refrão matador – tem até umas batidas de rap e scratches típicos dos anos 80 lá pelo final da música. Um deslumbre. (mais…)
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Minhas músicas preferidas: 8. “Company”, de Justin Bieber
Música
Minhas músicas preferidas: 8. “Company”, de Justin Bieber
10 de julho de 2017 at 22:24 0
Foi com “Purpose”, disco de novembro de 2015, que Justin Bieber começou a querer ser tratado como um artista sério. Seu quarto álbum de estúdio é uma deliciosa mistura de faixas dançantes (“Get Used To It”, “Been You”), melancólicas (“Trust”, “Life Is Worth Living”, “Purpose”), delicadas (“What Do You Mean”, “Children”). O melhor são as mais viajantes, em que a rica produção musical parece querer levar o ouvinte para um lugar distante e bonito (“The Feeling”, “Where Are Ü Now”, com Jack Ü, “I’ll Show You”). Tudo isto com a belíssima e (aparentemente) sincera interpretação de Justin Bieber, cantor de recursos vocais limitados, mas de timbre único. A minha faixa preferida do disco é “Company”, em que Bieber pergunta para alguém (uma pretendente, possivelmente) se eles não podem fazer companhia um para o outro – uma letra singela, ombreada por um balanço sofisticado e hipnotizante. O clipe é uma maravilha: mostra o cantor em vários momentos de sua vida “na estrada” durante uma turnê: como em suas interpretações, ele parece sincero quando está sério, melancólico ou se divertindo com fãs e amigos (algum engraçadinho pode vir me perguntar se ele estava sendo sincero quando veio aqui para o Brasil uns anos atrás e não parou de aprontar). (mais…)
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Minhas músicas preferidas: 9. “To Ü”, de Jack Ü
Música
Minhas músicas preferidas: 9. “To Ü”, de Jack Ü
15 de junho de 2017 at 15:48 0
Detroit é uma cidade decadente. Com a concorrência dos carros asiáticos, a indústria automobilística americana sofreu um golpe profundo, que acabou refletindo na cidade-sede da maioria das montadoras dos Estados Unidos. Uma quantidade enorme de casas foi abandonada, sem que novos moradores as ocupassem. Imagino que os DJs Skrillex e Diplo, que juntos formam o duo de música eletrônica Jack Ü, tenham pensado nisso quando colocaram, logo no início do clipe de “To Ü”, a legenda “September in Detroit”. Sim, estamos na sede da indústria automobilística americana, e a paisagem é desoladora. O clipe todo se passa numa rua onde o mato já tomou conta e, aparentemente, em suas proximidades: vemos casas e carros abandonados e muitos casais – heterossexuais e homossexuais dos dois sexos - em quartos onde a pobreza (para os padrões americanos, claro) é evidente. Em sua quase totalidade, os participantes do clipe são jovens e malvestidos, e o filtro utilizado na filmagem destaca a sensação de desolação. Os casais, quando não estão se beijando e se abraçando, olham para a câmera com um olhar tão triste quanto desafiador. (mais…)
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Minhas músicas preferidas: 10. “Motherless Child Blues”, de Elvie Thomas
Música
Minhas músicas preferidas: 10. “Motherless Child Blues”, de Elvie Thomas
23 de Janeiro de 2017 at 21:25 0
A primeira vez que ouvi falar em Elvie Thomas foi numa coluna do antigo blog de André Barcinski no R7 (agora seu blog está no UOL). O artigo trata Elvie Thomas como “a maior lenda do blues” e apresenta um link para um lindo vídeo da música, a cargo do New York Times. Eu achei estranho, porque nunca tinha ouvido falar nela. (mais…)
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Melhores livros lidos em 2016
Literatura
Melhores livros lidos em 2016
28 de dezembro de 2016 at 19:46 0
  1. “Fogo pálido”, de Vladimir Nabokov: um poema relativamente curto e páginas e páginas de notas num romance que influenciou meu próprio romance.
  2. “A Morte do Pai”, de Karl Ove Knausgard: a adolescência, o início da idade adulta e a complicada relação com o pai deste escritor que tem obras tão envolventes que certamente são publicadas no Paraíso.
  3. “Linha M”, de Patti Smith: como o de cima, também de memórias e também com vendas garantidas no Paraíso.
  4. “Ligue os Pontos – Poemas de Amor e Big Bang”, de Gregório Duviver: os poemas de Gregório Duvivier, humorista conhecido por todo o mundo, são de uma beleza surpreendente.
  5. “O livro de Oseias”: Deus manda o seu profeta casar com uma prostituta. Não precisa falar muito mais.
  6. “O Jardim Secreto”, de Frances Hodgson Burnett: personagens deliciosos, um jardim cheio de belezas e mistérios.
  7. “Paraíso Perdido”, de Cees Nooteboom: uma história estranha que envolve duas mulheres, o Brasil, a Austrália e um monte de anjos.
  8. “O homem que amava os cachorros”, de Leonardo Padura: o assassinato de Trotski num verdadeiro tour-de-force literário.
  9. “Amanhã na batalha pensa em mim”, de Javier Marías: o homem errado, no lugar errado, com a mulher errada. Como consertar o que não tem conserto?
  10. “Vida de um homem: Francisco de Assis”, de Chiara Frugoni: a autora tenta nos contar quem era São Francisco de Assis, e do seu livro emerge um sujeito meio louco (louco de Deus?), profundamente bondoso, corajoso e bem-humorado.
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