J.M.G. Le Clézio

Le Clézio, Saint-Exupéry, Simenon
Literatura
Le Clézio, Saint-Exupéry, Simenon
6 de Janeiro de 2016 at 04:12 0
Quem lê algum romance de autores de língua inglesa como Philip Roth, Ian McEwan, Jonathan Franzen, David Foster Wallace, Irvine Welch ou Nick Hornby nota, além da clareza do estilo que caracteriza suas obras, o cuidado com a trama - normalmente ágil e bem construída. Por outro lado, o que me chocou a partir do primeiro livro do francês J.M.G. Le Clézio que li (um de meus autores preferidos, é preciso que se diga) é que nas suas obras parece não haver trama: os acontecimentos vão surgindo de maneira aparentemente aleatória. Seus livros têm um ritmo lento e reflexivo - abrindo a brecha para que alguns críticos simplesmente achem-no “chato”. Eu já tinha tido a impressão de ter percebido a influência do estilo reflexivo de Antoine de Saint-Exupéry em J.M.G. Le Clézio na primeira vez que li “O Pequeno Príncipe” em francês – impressão esta que se intensificou com a leitura deste pequeno e extraordinário romance que é “Voo noturno”. (mais…)
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Rápidos comentários sobre livros lidos – 8
Literatura
Rápidos comentários sobre livros lidos – 8
3 de novembro de 2015 at 01:30 0
Uma pena que o primeiro livro J.M.G. Le Clézio, prêmio Nobel de Literatura de 2008, sobre o qual escrevo seja Révolutions (Gallimard). Sou um grande admirador do autor, e gostava de seus livros antes mesmo de ele ter recebido o Nobel. Suas obras frequentemente têm longos períodos em que nada parece acontecer, mas os finais são tão bonitos que fazem com que o todo faça sentido. Seus livros são plenos de bons sentimentos e poesia - mas nunca sentimentaloides ou apelativos. (mais…)
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Rápidos comentários sobre livros lidos – 6
Literatura
Rápidos comentários sobre livros lidos – 6
30 de outubro de 2015 at 01:11 0
Restif de la Bretonne (1734-1806) era um escritor francês que viveu numa época extremamente conturbada na França, e é representante do "Segundo Iluminismo" (fim do século XVIII). Sua obra, extremamente vasta, e frequentemente autobiográfica, fez com que ele fosse apelidado de "Rousseau da sarjeta". Este apelido engloba sua preocupação social e seu gosto pelo sexo e pela pornografia. (mais…)
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Rápidos comentários sobre livros lidos – 4
Literatura
Rápidos comentários sobre livros lidos – 4
25 de agosto de 2015 at 13:08 0

Tenho uma razoável noção da Segunda Guerra Mundial, graças ao bom número de livros que li sobre o assunto: a guerra em si, o Holocausto, o Terceiro Reich. Por outro lado, o que eu sabia sobre a Primeira Guerra Mundial (a “Grande Guerra”) praticamente se resumia ao que se comenta sobre ela nos livros sobre a Segunda Guerra – principalmente, sobre as duras condições impostas aos derrotados alemães no Tratado de Versalhes, assinado em 1919, que foi um fator decisivo para a deflagração da guerra de 39/45. (mais…)

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“Raga”, de J.M.G. Le Clézio
Literatura
“Raga”, de J.M.G. Le Clézio
25 de julho de 2015 at 06:00 0
Eu queria ler um livro em francês, e na Livraria Curitiba do Shopping Mueller não tinha nenhuma obra da qual eu tivesse ouvido falar. Os preços estavam ótimos, já que a livraria estava querendo acabar com seus estoques em francês, para não colocar nada no lugar - até hoje não se acha nada em francês por lá. (mais…)
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Rápidos comentários sobre livros lidos – 1
Literatura
Rápidos comentários sobre livros lidos – 1
23 de Abril de 2015 at 13:31 0

Não há dúvida de que Os detetives selvagens, de Roberto Bolaño (Companhia das Letras), seja um romance bem executado, como quer Sérgio Rodrigues aqui. A primeira e a terceira partes deste extenso romance (624 páginas) são os diários do personagem García Madero, que tratam, entre outros temas, de dois poetas, Ulises Lima e Arturo Belano, e sobre a procura deles pela poetisa Cesárea Tinajero. Na segunda – e maior – parte um enorme número de pessoas conta suas histórias e dá depoimentos sobre os mesmos Ulises Lima e Arturo Belano. (mais…)

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