Georges Simenon

“O enforcado de Saint-Pholien”, de Georges Simenon
Literatura
“O enforcado de Saint-Pholien”, de Georges Simenon
8 de junho de 2016 at 08:55 0
É quase como se fosse uma coceira: a cada tantos meses eu começo a pensar que “já tem muito tempo” que não leio nenhum livro de Georges Simenon. Quando a “coceira” começa a incomodar, leio o mais rapidamente possível um de seus curtos romances, fico quase que inevitavelmente satisfeito e espero a próxima “coceira” chegar - para mais uma nova alegria, claro. (mais…)
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Le Clézio, Saint-Exupéry, Simenon
Literatura
Le Clézio, Saint-Exupéry, Simenon
6 de janeiro de 2016 at 04:12 0
Quem lê algum romance de autores de língua inglesa como Philip Roth, Ian McEwan, Jonathan Franzen, David Foster Wallace, Irvine Welch ou Nick Hornby nota, além da clareza do estilo que caracteriza suas obras, o cuidado com a trama - normalmente ágil e bem construída. Por outro lado, o que me chocou a partir do primeiro livro do francês J.M.G. Le Clézio que li (um de meus autores preferidos, é preciso que se diga) é que nas suas obras parece não haver trama: os acontecimentos vão surgindo de maneira aparentemente aleatória. Seus livros têm um ritmo lento e reflexivo - abrindo a brecha para que alguns críticos simplesmente achem-no “chato”. Eu já tinha tido a impressão de ter percebido a influência do estilo reflexivo de Antoine de Saint-Exupéry em J.M.G. Le Clézio na primeira vez que li “O Pequeno Príncipe” em francês – impressão esta que se intensificou com a leitura deste pequeno e extraordinário romance que é “Voo noturno”. (mais…)
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“Um copo de cólera”, “A neve estava suja”
Literatura
“Um copo de cólera”, “A neve estava suja”
2 de novembro de 2015 at 06:33 0
Eu lembro de ter ouvido ou lido, anos atrás, a notícia de que o político israelense Shimon Peres lia alguns romances de escritores locais antes de viajar para algum país que não conhecia. Creio que ele achava que a literatura mostrava aspectos que outros meios – como a história ou o jornalismo – não conseguiam registrar. Realmente, é inegável que a leitura de Balzac ajuda – e muito – a entender a vida e a política da Restauração e da Monarquia de Julho na França do século XIX, assim como os livros de J.M. Coetzee dão uma visão “de dentro” da África do Sul no período do apartheid. (mais…)
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“O Quarto Azul”, “O Incolor Tsukuru Tazaki e Seus Anos de Peregrinação”
Literatura
“O Quarto Azul”, “O Incolor Tsukuru Tazaki e Seus Anos de Peregrinação”
31 de julho de 2015 at 04:51 0
"O Quarto Azul", que li recentemente, é um dos "romances duros" do belga Georges Simenon: ou seja, é uma obra em que o famoso Comissário Maigret não aparece. Tomando por base este livro, parece que o autor realmente sabia o que estava fazendo quando batizou seu estilo. O desenvolvimento do romance é claustrofóbico. Sabemos que o personagem principal, um vendedor de tratores italiano residente na França chamado Tony Falcone, está sendo interrogado por um delegado, por um juiz e por um psiquiatra, mas não temos nem ideia de por que isto ocorre, e nem de onde ele está. À medida que a história vai se desenvolvendo, os detalhes são descortinados aos poucos: Tony é casado, tem uma filha pequena e trai sua esposa com uma amante, chamada Andrée; ele está preso; os interrogadores ficam perguntando sobre o que Tony fez num dia específico; e o leitor só fica sabendo qual foi crime que está sendo investigado no final do livro. Não dá para contar mais detalhes para não estragar a surpresa. (mais…)
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Três romances
Literatura
Três romances
12 de julho de 2015 at 21:19 0
O primeiro livro que li do romancista israelense David Grossman  foi o espetacular e longo (650 páginas) “A mulher foge”. Se o título se refere à história da mãe que fugia de casa de medo de receber a notícia de que seu filho tinha morrido na guerra, o que mais chama atenção no romance é o estranho triângulo amoroso (a referida mãe, o marido e um antigo namorado) num Israel permeado por guerras sangrentas. Não me lembro de ter lido um romance em que as amizades – a despeito de tudo – sejam tão fortes e poderosas. Depois desse começo alvissareiro, tentei o também longo (530 páginas) “Ver: amor”. Começou bem, mas depois de mais de cinquenta páginas descrevendo o caminho do cadáver de um escritor judeu assassinado pelos nazistas nas profundezas do oceano (!), desisti. Linguagem poética tem lá seus limites. (mais…)
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Georges Simenon
Literatura
Georges Simenon
3 de julho de 2015 at 12:38 0
Eu tinha lido uma longa e elogiosa reportagem sobre o escritor belga Georges Simenon na Folha de São Paulo (sobre o lançamento de todos os seus livros estrelados pelo personagem Maigret pela Companhia das Letras). Tinha achado interessante, mas não a ponto de correr atrás. Posso afirmar, meio de brincadeira, que Simenon veio até mim: eu estava esperando na fila da padaria e vi, junto com outros livros de bolso da L&PM, o romance "Maigret hesita". Acabei comprando. (mais…)
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