Meus discos preferidos: 3. “Revival (Deluxe)” – Selena Gomez
Música
Meus discos preferidos: 3. “Revival (Deluxe)” – Selena Gomez
15 de dezembro de 2016 0
O limite das capacidades humanas sempre me espantou um pouco. Por que eu não sei como vive meu vizinho? O sujeito mora no apartamento abaixo do meu, e eu sequer sei como ele decora a sua casa. Ao mesmo tempo em que não tenho o menor interesse objetivo pela vida alheia, eu me sinto frustrado em conviver diariamente com várias pessoas de quem eu gosto, mas que nem sequer sei como vivem. Se tomam sol na cara quando deixam a janela do quarto aberta, ou se o sol não bate nunca ali. Se usam roupas esfarrapadas em casa ou se tentam manter um mínimo de dignidade. Se preferem dormir de lado ou de bruços. Minha mulher não sabe como é a disposição do escritório em que trabalho, e não conhece pessoalmente a maioria meus colegas. Parece que Selena Gomez é assim também. Eu adoro o clipe de “The Same Old Love”, em que ela está andando no banco de trás de um carro e vê uma série de transeuntes, uns andando de mãos dadas na calçada, outros brigando no carro, e assim por diante. Ela manda o motorista parar, sai andando na calçada e começa a ver algumas pessoas que ela tinha visto antes na rua já nas suas casas, que estão com as janelas abertas. Não é voyeurismo, não é vontade de se meter na vida alheia, não é simples curiosidade: é a frustração por sabermos tão pouco sobre o mundo e as pessoas ao nosso redor. (mais…)
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“On the Admirability of the Virgin Theotokos”, de São Lourenço de Brindisi
Religião
“On the Admirability of the Virgin Theotokos”, de São Lourenço de Brindisi
15 de dezembro de 2016 0
Doutor da Igreja, o italiano São Lourenço de Brindisi (1559-1619) foi um frade capuchinho com grande talento para línguas: falava latim, espanhol e italiano, o francês, alemão, grego, siríaco e hebraico. Viveu numa época conturbada: pregou contra o protestantismo nascente, e trabalhou muito pela conversão dos judeus – consta que era muito respeitado pelos rabinos. Verdade é que este tipo de “combate religioso” não faz o menor sentido nos dias de hoje, mas nada disso diminui o brilho deste “On the Admirability of the Virgin Theotokos”, a única obra do santo que consegui achar por aí. (mais…)
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“Ligue os Pontos – Poemas de Amor e Big Bang”
Literatura
“Ligue os Pontos – Poemas de Amor e Big Bang”
13 de dezembro de 2016 0
Todo o mundo conhece Gregório Duvivier. Seja como ator na Porta dos Fundos (eu gosto), seja como colunista na Folha de São Paulo (às vezes gosto, às vezes não gosto, mas é sempre original), seja como aquele engraçadinho que entrou ao vivo num jornal da TV Globo dizendo a famosa frase “primeiramente, fora Temer”. (mais…)
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“Só Garotos”, de Patti Smith
Literatura
“Só Garotos”, de Patti Smith
11 de dezembro de 2016 0
Quando recebeu a notícia, por telefone, que o grande fotógrafo (e antigo namorado) Robert Mapplethorpe tinha falecido, Patti Smith estava ouvindo a ária “Vissi d`arte”, da ópera Tosca. Nas palavras dela: “Vivi por amor, vivi pela arte. Fechei os olhos e juntei as mãos. A Providência decidiu como eu me despediria.” É desta maneira emocionante que tem início Só Garotos (Companhia das Letras, 264 páginas.), da cantora, poetisa e desenhista Patti Smith, compositora do disco Horses – um dos mais importantes e influentes da história do rock. O livro surgiu a partir da promessa que Patti Smith fez a Robert Mapplethorpe antes que este morresse, a de que escreveria uma obra contando a história dos dois. Só Garotos recebeu o principal prêmio literário dos Estados Unidos na categoria não-ficção, o National Book Awards. Conforme a cantora comentou recentemente, o prêmio fará com que mais pessoas conheçam o “verdadeiro Robert”. Patti Smith nasceu em 1946 e é originária de uma família pobre mas amorosa. Ela morou na Pensylvania e em Nova Jersey, lugar em que praticamente não havia empregos para jovens e de onde partiu para tentar a sorte em Nova York, em 1967. Lá viveu na rua durante um bom tempo (a falta de dinheiro é um tema constante em Só Garotos). Já Mapplethorpe vinha de uma família conservadora e mais bem estabelecida. Também foi tentar a sorte em NY, onde encontrou Patti Smith, com quem logo começou a namorar. Os dois tinham altos ideais artísticos, ele no desenho e ela na poesia – interessante que ele acabou fazendo sucesso na fotografia e ela na música. Só Garotos mostra o dia-a-dia da vida dos dois na grande metrópole. Os diversos empregos mal remunerados que iam arranjando para pagar as contas. Os lugares que eles encontravam para morar juntos. As suas pouquíssimas opções de lazer. A dolorosa descoberta do homossexualismo de Mapplethorpe – famoso posteriormente por suas fotos artísiticas de sadomasoquismo e nus masculinos – e o consequente rompimento do namoro. A volta dos dois a morarem na mesma casa, agora como amigos. O início do sucesso. (mais…)
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Country Blues
Música
Country Blues
5 de dezembro de 2016 0
É fato que eu gosto de mais estilos musicais do que deveria. Pop de FM, música de câmara, rap alternativo, raw black metal, algumas poucas coisas de rock, jazz dos anos 50-60, algumas poucas coisas de MPB (especificamente, João Gilberto, Jorge Ben e o Roberto Carlos dos anos 70), metal cachecol, lieder do período romântico, barroco (Bach e Henry Purcell), Frank Sinatra e Charles Aznavour são as coisas que escuto com certa regularidade. (mais…)
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Engenharia
Artigo: “Comparação entre perdas fixas e variáveis na simulação energética”
16 de novembro de 2016 0
Clicando aqui você pode baixar o artigo "Comparação entre perdas fixas e variáveis na simulação energética", publicado no número 25 da Revista Espaço Energia, de outubro de 2016. O link original do artigo pode ser obtido aqui.
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“A Besta Humana”, de Émile Zola
Literatura
“A Besta Humana”, de Émile Zola
16 de novembro de 2016 0
Segundo a Wikipédia, o Naturalismo é “uma escola literária conhecida por ser a radicalização do Realismo, baseando-se na observação fiel da realidade e na experiência, mostrando que o indivíduo é determinado pelo ambiente e pela hereditariedade. Os romances naturalistas destacam-se pela abordagem extremamente aberta do sexo e pelo uso da linguagem falada. (...) O resultado é um diálogo vivo e extraordinariamente verdadeiro, que na época foi considerado até chocante de tão inovador. ” (mais…)
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Engenharia
Artigo: “Quantis de cheia GEV regionais – uma aplicação prática”
14 de novembro de 2016 0
Clicando aqui você pode baixar o artigo "Quantis de cheia GEV regionais - uma aplicação prática", publicado na RBRH - Revista Brasileira de Recursos Hídricos Volume 2 n.2 Jul/Dez 1997, 53-64. Eu sou o autor principal, e Heinz Dieter Fill é o coautor.
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