“Ele simplesmente não está a fim de você” e “Garotas que dizem ni”
Literatura
“Ele simplesmente não está a fim de você” e “Garotas que dizem ni”
15 de setembro de 2017 0
(texto publicado no suplemento dominical do jornal O Estado do Paraná em 2006) A revolução do costumes e a invenção da pílula anticoncepcional, nos anos 60, permitiram que as mulheres passassem a ter, em relação ao que acontecia nas décadas anteriores, uma liberdade sexual muito maior. Além disso, o aumento da participação feminina no mercado de trabalho fez com que elas, cada vez mais, não precisassem mais procurar maridos que as sustentassem. Isto tudo, entretanto, não resultou necessariamente em um aumento da felicidade para as mulheres. Dar pistas para solucionar o dilema em que muitas solteiras ou divorciadas vivem nos dias de hoje é o objetivo do terapeuta sexual Ian Kerner no livro Fala sério! Você também não está a fim dele (Best Seller, 192 páginas). (mais…)
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“Fedro”, de Platão
Filosofia
“Fedro”, de Platão
11 de setembro de 2017 0
Sócrates encontra o jovem Fedro na beira do Rio Ilisso e lhe pede para que este reproduza o discurso e comente um discurso de Lísias. (mais…)
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Asterix – textos de 2006
Cinema, Literatura
Asterix – textos de 2006
11 de setembro de 2017 0
Asterix e os vikings: Criada em 1961 por René Goscinny e Albert Uderzo, as histórias do gaulês Asterix fazem, até hoje, um imenso sucesso no mundo inteiro: além das HQs (traduzidas em mais de 100 idiomas e que já venderam mais de 120 milhões de exemplares) e filmes (de desenho animado e "normais"), até um parque temático nos moldes da Disneyworld foi construído nas imediações de Paris. As histórias da pequena aldeia gaulesa (a Gália se situava onde atualmente é a França) que resiste à dominação romana, pouco antes do início da Era Cristã, graças à poção mágica criada pelo druida Panoramix - que dá uma força sobrenatural a seus habitantes -, continua fascinando crianças, jovens e adultos pelo mundo todo. Entre as maiores qualidades das histórias do baixinho Asterix podem ser citados: o brilhante traço de Uderzo; a esperteza, a coragem e a inteligência do personagem principal; o conseqüente contraste com a obtusidade de seu melhor amigo Obelix (que caiu num caldeirão da poção mágica quando criança e que, por isto, conquistou uma força sobre-humana para o resto da vida); a sabedoria do druida; os engraçados personagens Abracurcix (o chefe da aldeia), Chatotorix (um bardo que canta insuportavelmente mal) e Ordenalfabetix (o vendedor de peixes que vive se pegando com o ferreiro Automatix). Não se pode esquecer também do charme adicional de histórias em que os não-poderosos (os gauleses, neste caso) sempre vencem os poderosos (os romanos). Mas sem dúvida nenhuma a maior responsável pelo imenso sucesso de Asterix são os brilhantes roteiros assinados por René Goscinny, falecido em 1977: a morte deste foi uma perda insuperável para a qualidade das histórias do baixinho gaulês, o que se pode comprovar lendo as fracas histórias recentes de Asterix, roteirizadas pelo desenhista Albert Uderzo. (mais…)
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“L’Avare”, de Molière
Literatura
“L’Avare”, de Molière
10 de setembro de 2017 0
Harpagon tem um filho e uma filha, chamados respectivamente Cléante e Élise. Ele se apaixona por uma moça pobre, Mariane, e ela por um criado do pai, Valère. Harpagon acaba querendo se casar com a mesma moça por quem o filho era apaixonado, e quer que a filha se case com um cinquentão, Anselme. Obviamente que o desejo do pai é contrário ao dos filhos, e este é o mote para “L’Avare” (O Avarento), comédia clássica do dramaturgo Molière (1622-1673). (mais…)
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Minhas músicas preferidas: 6. “Ontzieling”, do Wiegedood
Música
Minhas músicas preferidas: 6. “Ontzieling”, do Wiegedood
6 de setembro de 2017 0
A culpa é do Bones. A primeira música que ouvi do rapper – juntamente com o primeiro clipe – foi “Casey Jones” e a minha impressão, profunda, foi imediata. Isto já faz mais de três anos. Sua obra é tão vasta e impressionante que, à medida que eu ia escutando mais e mais Bones, passei a ouvir outras coisas na mesma linha – notadamente $uicideboy$ e Ashley All Day - e fui deixando de lado os estilos que eu mais curtia na época, o metal e o jazz. Assim, para mim foi uma surpresa quando, recomendado pelo meu amigo Pedro Alves, recentemente fui dar uma conferida no clipe da música “Ontzieling”, da banda belga de black metal Wiegedood - e fiquei embasbacado. Sim, o vídeo, escuro, no qual um sujeito encapuzado e solitário monta um estranho símbolo de madeira (o mesmo que acompanha este texto), lembra os melhores de Bones. Mas o melhor da coisa era mesmo a música: um black metal violento, agressivo, com uma bela melodia ao fundo e um vocal profundo, berrado e assustador - melhor, basicamente, que todo o black metal que eu já tinha ouvido antes, e olha que já ouvi muito black metal nesta vida. (mais…)
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Documentário “The Importance Of Being Morrissey”
Música
Documentário “The Importance Of Being Morrissey”
6 de setembro de 2017 0
A Importância de Ser Prudente é considerada a melhor peça de Oscar Wilde, o grande ídolo literário de Morrissey. Foi, portanto, um trocadilho óbvio – porém feliz – o título do documentário que o canal inglês Channel Four apresentou em 19 de junho de 2003 sobre o ex-frontman dos Smiths: The Importance Of Being Morrissey (A Importância de ser Morrissey). (mais…)
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“Lima Barreto – Triste visionário”, de Lilia Moritz Schwarcz
Literatura
“Lima Barreto – Triste visionário”, de Lilia Moritz Schwarcz
4 de setembro de 2017 0
Confesso que não gostei nem de “Triste fim de Policarpo Quaresma” nem de “Recordações do Escrivão Isaías Caminha”, do escritor carioca Lima Barreto (1881-1922), lidos há alguns anos. Gostei bem mais, numa leitura recente, de “Clara dos Anjos”. De todo modo, a vida do autor sempre me fascinou, e foi com este espírito que li “Lima Barreto – Triste visionário”, biografia de Lilia Moritz Schwarcz lançada há poucos meses (Companhia das Letras, 648 páginas). Não me arrependi – aliás, me deu vontade de reler os dois romances citados no início, para ver se mudo de ideia. Neto de escravos e oriundo de uma família de classe média, Lima Barreto começou a estudar engenharia na faculdade, mas não conseguia passar em algumas matérias e ia se atrasando no curso. Seu pai - que tinha sido um tipógrafo de alguma importância durante o Império e que, depois da Proclamação da República, passou a ser administrador de um hospício na Ilha do Governador - enlouquece e Lima Barreto é obrigado a sair da universidade para cuidar do pai. Logo passa num concurso para amanuense – funcionário público que escrevia cópias de documentos e registros a mão – e começa a sustentar a família: o pai, enlouquecido, dois irmãos e uma irmã (sua mãe tinha falecido quando o escritor tinha apenas cinco anos). Lima Barreto odiava trabalhar na repartição pública: gostava mesmo era de literatura. Além dos romances (fora os citados acima, vale mencionar “Numa e a ninfa” e “Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá”) e contos que escreveu, era cronista e colaborava com diversas publicações da então capital do Brasil, a cidade do Rio de Janeiro. À medida que o tempo passava, foi desenvolvendo um alcoolismo que acabaria por matá-lo ainda jovem, com quarenta anos – mas, mesmo bebendo muito, nunca parou de produzir. (mais…)
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Crítica de Um amor como nenhum outro na Devorando Livros
Literatura
Crítica de Um amor como nenhum outro na Devorando Livros
21 de agosto de 2017 0
"Em tempos de tanta pirotecnia literária, a simplicidade de um bom texto a contar uma boa história é cativante. Mais ainda quando se trata do romance inaugural de um escritor cujas pretensões literárias parecem modestas, mas deveriam ser bem maiores. Um amor como nenhum outro é o romance de estreia de Fabrício Muller, que sucintamente se apresenta na orelha do livro como engenheiro de formação, mestre em Engenharia Hidráulica, que se lança na literatura de ficção com esta pequena preciosidade. Falo com entusiasmo, pois há tempos não lia um romance de formação que me prendesse a ponto de mergulhar em suas cento e vinte e cinco páginas e vencê-las em um só fôlego."
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