Duas séries norueguesas
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Duas séries norueguesas

5 de julho de 2018 0

Um pouco por causa do Karl Ove Knausgard, um pouco sem motivo nenhum, resolvi começar a estudar norueguês um tempo atrás pelo Duolingo. Para me familiarizar com a estranha sonoridade do idioma – que não se parece com nenhuma outra língua que eu já tenha ouvido – assisti a duas séries norueguesas pela Netflix, ambas lançadas em 2017.

A melhor delas é “Nobel”, que tem oito episódios de pouco menos de cinquenta minutos cada um. A história conta a história do Tenente Erling Riiser (vivido brilhantemente por Aksel Hennie), membro de um destacamento norueguês na guerra do Afeganistão. Lá ele é obrigado a se envolver com um mandatário local, com consequências trágicas que se refletem até à volta do Tenente Erling Riiser a Oslo, capital norueguesa.

“Nobel” não é apenas sobre guerra: a série engloba, com grande competência, temas como ética profissional e pessoal, relações internacionais e terrorismo. Sobra até para o Nobel da Paz – que, como se sabe, é o único dos prêmios Nobel que é concedido pela Noruega e não pela Suécia.

Já “Bordeliner” – também com oito episódios, de cerca de cinquenta minutos cada um – é uma série policial, que conta a história de Nikolai Andreassen (vivido por Tobias Santelmann), policial que mora em Oslo mas que, numa visita à sua pequena cidade natal, acaba se envolvendo na investigação de um crime. O problema é que alguns de seus familiares, também policiais e que continuam morando na cidadezinha, sabem mais sobre o assunto do que seria conveniente contar.

“Bordeliner” é eletrizante, embora a solução dos conflitos seja meio confusa. O melhor da série é a fotografia, sombria e com lindas imagens de florestas norueguesas. Não tem muito a ver, mas assistindo à série me pareceu que vale a pena continuar a estudar norueguês.

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