Stranger Things
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Stranger Things

7 de março de 2018 0

Cheguei atrasado em “Stranger Things”, da Netflix. Lembro de um meme que viralizou enquanto ocorria o processo de impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, quando não entendi muito a graça da coisa: só agora, que assisti às duas temporadas da série (a primeira com oito e a segunda com nove episódios de cerca de uma hora cada um – a próxima já está garantida), que consegui entender direito as implicações do meme. (Implicações de um meme. Ora francamente.)

A verdade é que “Stranger Things” fez um sucesso tão estrondoso que eu me sinto meio inútil falando dela – dá a impressão que tudo sobre ela já foi comentado e repisado. Enfim. Vou fazer de conta que fui o primeiro sujeito a ver a série, e vou continuar o meu texto.

Na cidadezinha de Hawkins, no estado americano de Indiana, um garoto de doze anos, Will Byers, some misteriosamente. Ele e mais três amigos – Mike, Dustin e Lucas – fazem um grupinho de nerds, daqueles que são bons alunos, gostam de ciência e de RPG. A cidade fica em polvorosa com o sumiço do garoto, e esforços não são poupados para encontrá-lo. Por outro lado, dentro de Hawkins existe um enorme Laboratório de Energia, e algumas pessoas acabam acusando as pesquisas feitas no laboratório de terem relação com o desaparecimento de Will.

Confesso que durante um bom tempo – a Valéria e a Teresa são testemunhas disso – eu me queixei de que “Stranger Things” tinha muito a ver com Arquivo X devido à importância, na trama, de teorias da conspiração e de ameaças biológicas: se é para assistir a uma cópia do seriado de Mulder e Scully, o melhor era rever o original, eu dizia. Mas mudei de ideia depois de alguns poucos episódios. As qualidades da série suplantam, em muito, alguma má vontade da minha parte: entre elas, posso citar a ótima caracterização dos anos 80, a época em que a série se passa (a turminha de nerds usa walkie-talkies para ajudar nas buscas por Will); a linda fotografia; as excelentes atuações – com destaque para Joyce Byers, vivida por Wynona Ryder, e a poderosa Eleven, vivida por Millie Bobby Brown.

Mas o que realmente me chamou a atenção na série é a coragem dos principais personagens, e o carinho que eles têm uns pelos outros: “Stranger Things” é uma série calorosa – não tenho um termo melhor para explicar isto.

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