julho 2017

Minhas músicas preferidas: 7. “Go Hard (La.La.La)”, de Kreayshawn
Música
Minhas músicas preferidas: 7. “Go Hard (La.La.La)”, de Kreayshawn
25 de julho de 2017 at 21:06 0
Para você ver como às vezes a pessoa pode ser preconceituosa sem se dar conta. Se uns anos atrás alguém me contasse que um dos meus raps preferidos seria cantado por uma mulher branca, eu provavelmente riria na cara da pessoa. A partir disto, dá para imaginar o meu espanto quando Leonardo Gama, sempre ele, me mostrou o clipe de “Go Hard (La.La.La)”, da rapper Kreayshawn – claro, branca. Eu assistia e assistia àquele clipe – lançado em 2012, acho que foi naquela época mesmo que o conheci – sem acreditar direito que um muro de preconceito imbecil contra mulheres (não gostei das poucas rappers que ouvi) E brancos (tinha Eminem, aprovado por negros, e Beastie Boys, mais indie que qualquer outra coisa, que não contavam) no rap estava sendo destruído inapelavelmente num clipe avassalador de três minutos e pouco. O vídeo de “Go Hard (La.La.La)” era totalmente diferente de tudo o que eu já tinha visto até então. Só Kreayshawn, morena, que canta, mas outra rapper, Lil Debbie, loira, fica o tempo fazendo palhaçadas ao lado dela. A principal influência do clipe são histórias em quadrinhos: a rapper e sua amiga aparecem em cenários coloridos, no meio de desenhos de olhos enormes, sorvetes e doces gigantes, pessoas fantasiadas de animais, grafites, páginas de jornal, automóveis de fantasia; elas mesmas são enquadradas fazendo parte de HQs coloridas e alucinadas. Neste cenário infanto-juvenil, Lil Debbie realmente parece fazer parte de um especial para crianças e adolescentes – mas Kreayshawn nem tanto, com sua postura ao mesmo tempo divertida e desafiadora, que só dá mais charme para a coisa toda. Nada disso seria memorável, claro, se não fosse o som: “Go Hard (La.La.La)” é pesada, divertida, grudenta, com um refrão matador – tem até umas batidas de rap e scratches típicos dos anos 80 lá pelo final da música. Um deslumbre. (mais…)
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Jorge Luis Borges: O Homem no Espelho do Livro, de James Woodall
Literatura
Jorge Luis Borges: O Homem no Espelho do Livro, de James Woodall
25 de julho de 2017 at 08:59 0
A Bertrand Brasil lançou recentemente a segunda edição (a primeira foi publicada há sete anos) de Jorge Luis Borges: O Homem no Espelho do Livro, de James Woodall (422 páginas), a primeira biografia escrita originalmente em inglês de um dos maiores escritores do século passado. (mais…)
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Uma ponte para Terebin, de Letícia Wierzchowski
Literatura
Uma ponte para Terebin, de Letícia Wierzchowski
24 de julho de 2017 at 09:10 0
Uma ponte para Terebin, de Letícia Wierzchowski (Record, 444 páginas), é uma biografia romanceada do polonês Jan Wierzchowski, avô da autora. A história atribulada da vida dele realmente vale um livro. (mais…)
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Duas noites no Teatro Guaíra
Literatura, Música
Duas noites no Teatro Guaíra
17 de julho de 2017 at 22:30 0
Estou escrevendo um romance que se passa em Curitiba nos anos 50-60. Li alguns livros sobre a época e alguma literatura daqueles tempos – principalmente Nelson Rodrigues e Dalton Trevisan. O curitibano é um de meus autores preferidos, mas fico meio dividido quanto a Nelson Rodrigues: li as crônicas de “A vida como ela é”, comecei, mas não consegui terminar, o folhetim “O meu destino é pecar” - que ele assinava com o pseudônimo de Suzana Flag - e algumas crônicas esportivas. Tudo me pareceu muito exagerado, sem sutileza, carregado nas tintas. (mais…)
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Minhas músicas preferidas: 8. “Company”, de Justin Bieber
Música
Minhas músicas preferidas: 8. “Company”, de Justin Bieber
10 de julho de 2017 at 22:24 0
Foi com “Purpose”, disco de novembro de 2015, que Justin Bieber começou a querer ser tratado como um artista sério. Seu quarto álbum de estúdio é uma deliciosa mistura de faixas dançantes (“Get Used To It”, “Been You”), melancólicas (“Trust”, “Life Is Worth Living”, “Purpose”), delicadas (“What Do You Mean”, “Children”). O melhor são as mais viajantes, em que a rica produção musical parece querer levar o ouvinte para um lugar distante e bonito (“The Feeling”, “Where Are Ü Now”, com Jack Ü, “I’ll Show You”). Tudo isto com a belíssima e (aparentemente) sincera interpretação de Justin Bieber, cantor de recursos vocais limitados, mas de timbre único. A minha faixa preferida do disco é “Company”, em que Bieber pergunta para alguém (uma pretendente, possivelmente) se eles não podem fazer companhia um para o outro – uma letra singela, ombreada por um balanço sofisticado e hipnotizante. O clipe é uma maravilha: mostra o cantor em vários momentos de sua vida “na estrada” durante uma turnê: como em suas interpretações, ele parece sincero quando está sério, melancólico ou se divertindo com fãs e amigos (algum engraçadinho pode vir me perguntar se ele estava sendo sincero quando veio aqui para o Brasil uns anos atrás e não parou de aprontar). (mais…)
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“Le diable au corps”, de Raymond Radiguet
Literatura
“Le diable au corps”, de Raymond Radiguet
10 de julho de 2017 at 00:44 0
A Primeira Guerra Mundial estava no seu auge quando um adolescente de 15 anos – que ainda não podia servir nas Forças Armadas – tem um tórrido caso amoroso com Marthe, moça de 18 anos noiva de Jacques, rapaz que servia no front. A guerra, para o jovem amante, significou “quatro anos de férias”. (mais…)
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“Contos da Cantuária”, de Geoffrey Chaucer
Literatura
“Contos da Cantuária”, de Geoffrey Chaucer
5 de julho de 2017 at 21:36 0
Na Idade Média, um certame de peregrinos visa escolher quais as melhores histórias de cavalaria e romances. Este é o mote do clássico “Contos da Cantuária”, de Geoffrey Chaucer (1342-1400), em brilhante tradução em versos de José Francisco Botelho (Companhia das Letras, 684 páginas). Cada uma das histórias dos peregrinos, então, é um conto. (mais…)
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Ariana Grande – Allianz Parque em São Paulo (1 de julho de 2017)
Música
Ariana Grande – Allianz Parque em São Paulo (1 de julho de 2017)
3 de julho de 2017 at 23:26 0
“A primeira vez que vi Ariana Grande num clipe foi em ‘Focus’, uma impressionante mistura de ingenuidade infantil e de sensualidade explosiva – ela me pareceu uma espécie de Marylin Monroe mais alegre. ‘Side To Side’, com Nicki Minaj, é melhor ainda. No vídeo, o jeito ao mesmo tempo inocente e provocativo de Ariana Grande serve como um ótimo contraponto para a autoconfiança divertida da rapper. O fato é que gostei tanto destas duas canções que acabei baixando todos os álbuns de Ariana Grande pelo Spotify, e foi muito agradável descobrir que a qualidade do restante de suas músicas basicamente não diferia da de “Focus” e de “Side To Side”. Ela consegue ser dramática e intensa (“Let Me Love You”, com Lil Wayne), dançante (“Greedy”), melancólica (“I Don’t Care”), romântica (“Moonlight”), forte (“Dangerous Woman”), e por aí vai. As músicas de Ariana Grande são sempre uma excelente companhia. Quando as escuto por muito tempo normalmente acho que já está na hora de mudar um pouco - mas sinto que suas canções me puxam, como se fossem um redemoinho para onde sou levado. Ouvir Ariana Grande me acalma. Obrigado, mocinha. ”
O texto acima – um pouco modificado – eu fiz para um livro de crônicas que estou escrevendo, chamado provisoriamente de “Memórias”: naquela ocasião ainda não estava marcado o show da cantora aqui no Brasil. Assim que anunciado, consegui meu ingresso para a sua apresentação em São Paulo e começou a longa expectativa. Entre a compra da entrada e o show da menina por aqui, sábado passado, ocorreu a tragédia de Manchester, onde um idiota se explodiu matando 22 pessoas e ferindo outras 50 depois de um show da cantora. Houve a possibilidade – real – de que Ariana Grande acabasse cancelando o restante da turnê, o que felizmente não aconteceu. Chegou o grande dia e lá estava eu, no estádio do Palmeiras em São Paulo. Não tinha como um fã como eu não gostar do show, mas mesmo assim me surpreendi com a sua espetacular presença de palco, com as belíssimas tomadas, literalmente cinematográficas, que surgiam no telão e com a voz da menina. Que voz, minha gente. Quem sabe faz ao vivo. (mais…)
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