agosto 2016

Gottfried Heinrich Bach
Música
Gottfried Heinrich Bach
28 de agosto de 2016 at 02:24 0
O compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750) teve sete filhos com a primeira mulher, Maria Barbara, e mais treze com a segunda, Anna Magdalena. Praticamente metade deles faleceu ainda criança e, entre os sobreviventes, quatro se tornaram compositores importantes: Wilhelm Friedemann, Carl Philipp Emanuel, Johann Christoph Friedrich e Johann Christian. (mais…)
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Dois livros de José Luís Peixoto
Literatura
Dois livros de José Luís Peixoto
21 de agosto de 2016 at 21:05 0
Uma das coisas fascinantes na boa literatura é a possibilidade de o leitor ser transportado, mentalmente, para outros países e/ou épocas. A chance de entrar em contato com uma pequena cidadezinha portuguesa nos anos 80 me trouxe a curiosidade de ler “Galveias” (Companhia das Letras, 264 páginas), do português José Luís Peixoto, publicado em 2014. O tema do livro lembra o de “Cenas da Vida da Aldeia”, em que o israelense Amós Oz descreve a vida numa pequena aldeia de seu país natal. (mais…)
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Bones: “PaidProgramming2”
Música
Bones: “PaidProgramming2”
19 de agosto de 2016 at 17:43 0
Quem sabe Bones não estaria assim tão errado se tivesse chamado seu novo disco, “PaidProgramming2”, de “Powder2”. Do mesmo modo que para “Powder”, de 2015, para “PaidProgramming2” o rapper anunciou meses antes o lançamento do disco, com teasers no Youtube e tudo (quando o “processo” normal dele consiste no anúncio de novos álbuns pouco tempo antes do lançamento na internet – não esqueçamos que Bones sempre distribui de graça suas músicas). Fora isso, os dois discos têm um grande número de faixas (25 para “PaidProgramming2” e 28 para “Powder”) e um clima em geral mais tranquilo do que, por exemplo, aquele das obras-primas “Rotten”, “Garbage” ou “Deadboy”. De todo modo, é interessante ele ter criado um “volume 2” de “PaidProgramming”, um lançamento do já longínquo 2013 (época em que o nosso Elmo já tinha basicamente criado sua identidade artística própria), também mais ou menos tranquilo e com muitas faixas. A capa de “PaidProgramming2”, inclusive, é uma comparação para lá de interessante com a de “PaidProgramming”. Comecemos pelos clipes lançados até agora: “TheCurseOfTheGhost” e “BlackMold” podem se inserir numa tendência recente de seus vídeos que, mesmo utilizando técnicas diferentes (por exemplo, o primeiro foi filmado com tecnologia moderna e segundo foi feito em VHS), utilizam primordialmente as cores preto, cinza, branco e azul (outros exemplos desta tendência são os de “WhereTheTreesMeetTheFreeway”, “TheDayYouLeaveThisPlanetNobodyWillNotice”, “GladWeHaveAnUnderstandig” e “Cholesterol”). Eu particularmente acho uma escolha feliz, e já tinha comentado aqui a beleza do clipe de “OakGroveRoad”, em que a utilização intensiva destas cores é a primeira coisa que chama a atenção. (mais…)
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“Malone Morre”, de Samuel Beckett
Literatura
“Malone Morre”, de Samuel Beckett
14 de agosto de 2016 at 17:22 1
Se a memória não me trai, Paulo Francis uma vez escreveu que autores como Borges, Kafka e Samuel Beckett (este, vencedor do Nobel de 1969) eram muito estudados nas universidades porque tinham obras curtas, o que sem dúvida facilita a vida do crítico: parece, por exemplo, que raríssimas pessoas leram tudo o que Victor Hugo escreveu (aí incluindo cartas e textos não voltados à publicação). Enfim. Kafka é um dos meus autores preferidos, de Borges não sou assim tão fã e de Beckett eu só tinha lido a famosa peça de teatro “Esperando Godot”, em que uns vagabundos ficam esperando um sujeito que não chega nunca. Irlandês que escrevia em inglês e francês, Beckett (1906-1989) era inicialmente mais conhecido pela peça supracitada, mas hoje em dia parece que a sua "trilogia do pós-guerra", composta pelos romances “Murphy”, “Malone Morre” (sobre o qual vou comentar aqui) e “O Inominável”, é considerada o auge de sua produção literária. “Malone Morre” é contado em primeira pessoa pelo próprio Malone, um inválido que está num quarto de hospital (ou asilo) e começa a contar histórias para passar o tempo. Uma delas é sobre um rapaz quase deficiente mental chamado Sapo, que pertence à família Saposcat. Seus pais preveem um grande futuro para ele, mas o garoto não entende direito o que eles querem, e só quer saber de andar no meio da natureza, que ele adora, meio sem rumo. A família Louis é composta pelo pai, pela mãe e dois filhos. O chefe da família, chamado por Malone de Grande Louis, é um sujeito violento e que tem grande prazer em seu trabalho, que é sangrar e esquartejar porcos. Outro personagem criado durante as digressões do inválido é o idoso Macmann, que se deita no chão num parque durante uma forte chuva e acorda num asilo. Lá ele tem um tórrido caso de amor com uma idosa designada para cuidar dele. (mais…)
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Meus discos preferidos: 9. “It Takes a Nation of Millions to Hold Us Back” – Public Enemy
Música
Meus discos preferidos: 9. “It Takes a Nation of Millions to Hold Us Back” – Public Enemy
12 de agosto de 2016 at 18:38 0
Eu tinha comprado uma coletânea com músicas de vários grupos de hip hop, da qual constavam duas faixas do Public Enemy: “Sophisticated Bitch” e “Timebomb”. Naqueles longínquos anos 80, quando a Revista Bizz falava bem de algum grupo cujos discos não tinham sido lançados por aqui, não me restava nada senão ficar imaginando o som – ou tentar achar alguma coisa numa coletânea, como no presente caso. Pois bem: “Sophisticated Bitch” e “Timebomb” rapidamente se tornaram favoritas lá em casa. A primeira tem uma guitarra de rock ao fundo, e a segunda é um pouco mais pesada que o rap que eu ouvia na época – Run D.M.C., Beastie Boys, Eric B. and Rakim e o que mais passasse na frente. (mais…)
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“Prosas Apátridas”, de Júlio Ramón Ribeyro
Literatura
“Prosas Apátridas”, de Júlio Ramón Ribeyro
5 de agosto de 2016 at 01:39 0
Pouco conhecido no Brasil, o escritor peruano Júlio Ramón Ribeyro (1929-1994) teve recentemente lançado seu livro “Prosas Apátridas” no Brasil pela Editora Rocco (160 páginas). Na introdução, o autor explica que o “apátridas” a que se refere o título não corresponde “às prosas de um apátrida ou de alguém que, sem sê-lo, se considera como tal”. Segundo Ribeyro, o livro, na verdade, é composto de “textos que não encontraram lugar” em seus livros já publicados e que erravam entre seus papéis, “sem destino nem função precisos”. Além disso, “trata-se de textos que não se emncaixam plenamente em nenhum gênero, pois não são poemas em prosa, nem páginas de um diário, nem anotações destinadas a um desenvolvimento posterior”. É por isto que o autor os considera “apátridas, pois carecem de um território próprio”. “Prosas apátridas” é composto por 200 pequenos textos em que o autor fala da vida de um peruano em Paris – onde passou boa parte da vida -, da morte, da família, da literatura, dos passantes na rua, dos relacionamentos. (mais…)
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Meus discos preferidos: 10. “Lisboa” – Madredeus
Música
Meus discos preferidos: 10. “Lisboa” – Madredeus
2 de agosto de 2016 at 11:34 0
Sempre que eu penso no álbum duplo ao vivo “Lisboa”, do grupo português Madredeus, de 1992, eu penso num ápice antes da decadência fatal. Sim, eu sei que é uma impressão injusta: “O Espírito da Paz”, de 1994 e “O Paraíso”, de 1997, são álbuns superiores a “Os Dias da Madredeus” (1987) e “Existir” (1990), cujas músicas servem de base a este monumental “Lisboa”. Mas eu vou tentar me explicar. “Os Dias da MadreDeus”, o primeiro álbum, espanta quem conheceu a banda nos discos seguintes pelo amadorismo das gravações e pela voz – como direi – inexperiente da espetacular Teresa Salgueiro: o fato é que, neste disco, ela parece outra pessoa cantando. Já no álbum seguinte, “Existir”, tudo é mais profissional e a vocalista do Madredeus já era a cantora que passamos a admirar então – e que teve uma carreira absolutamente irretocável até o lançamento de outro duplo ao vivo, “O Porto” (1998), mas esta é outra história. (mais…)
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