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Trecho do meu livro “Rua Paraíba”
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Trecho do meu livro “Rua Paraíba”
16 de setembro de 2018 at 22:18 0
Discutimos anos e anos – desde recém-casados – quais seriam os nomes de nossos filhos. Nunca chegamos a nenhuma conclusão. Quando finalmente minha mulher engravidou, ela veio para mim e me disse que tinha certeza de que a criança seria um menino, e que o nome seria Augusto. “Ok”, respondi, “se for menina vai ser Teresa”. (...) Na ecografia em que descobrimos o sexo da Teresa o médico perguntou o nome da criança, e não tivemos nenhuma dúvida na resposta. O desenho do perfil do rosto da Teresa era bem arredondado, como o meu. É uma coisa que ainda me impressiona, esta tecnologia que nos permite ter uma ideia de como será o rosto da criança quando ela ainda está na barriga da mãe. (mais…)
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Trecho do meu livro “Memórias”
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Trecho do meu livro “Memórias”
2 de setembro de 2018 at 12:42 0

IX

Abre-fecha é um tipo de origami usado pelas crianças para brincar. É um negócio complexo que, quando manipulado, têm abertos alternadamente quatro compartimentos – cada um deles ocultando uma diferente possibilidade. De modo que são oito repartições no total, e a criança que está mexendo na geringonça vai abrindo o brinquedo e a outra escolhe uma das oito possibilidades ocultas. Podem ser frutas, números, animais, plantas. O garoto se chamava Paulo e, depois das férias, trouxe vários abre-fechas para os amigos. Perguntei onde estava o meu. “Para você não tem”, me respondeu Paulo, na maior desfaçatez. Aposto que ficou até indignado com a minha pergunta. Eu detestava ir para aula. Aquelas horas todas eram uma agonia sem fim. Nada do que os professores falavam me interessava, tudo era chato, tudo era desinteressante. As férias começavam, normalmente, em dezembro, e terminavam no final de fevereiro. A minha depressão começava no início de fevereiro e ia aumentando até o final do mês – quando então a tristeza chegava ao máximo na minha pobre cabeça de estudante. Eu detestava tanto ir para aula que todos os domingos ficava deprimido, e o início do Fantástico era um momento de tristeza profunda. Quando eu ia para cama, finalmente, sofria horrivelmente com o pesado silêncio que desabava lá em casa. Ouvia um e outro carro fazendo pega nas proximidades, e a lembrança do som do carro andando velozmente numa cidade vazia me dá tristeza até hoje. (mais…)
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Belfort Duarte, Couto Pereira
Impressões, Literatura
Belfort Duarte, Couto Pereira
26 de abril de 2016 at 00:17 0
I – Belfort Duarte O braço do pai era forte, e o pai, imenso. (mais…)
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Blog de 2003
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Blog de 2003
29 de março de 2016 at 22:30 0
Sexta-feira, Fevereiro 28, 2003 Posted 1:17 PM by Fabricio Muller Comments: Sons ouvidos hoje Quartetos para cordas nos. 1 e 2 de Villa -Lobos. Sonatas para violino e piano de Bach.
Posted 9:27 AM by Fabricio Muller Comments: Pensamento profundo Oh, love, peace and harmony ? Love, peace and harmony ? Oh, very nice Very nice Very nice ...Oh, but maybe in the next world Maybe in the next world (Smiths, 1987) (mais…)
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Conversa com a voz interior
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Conversa com a voz interior
17 de fevereiro de 2016 at 08:12 0
- Você quer que eu te guie? - Não. - Está aí, com essa folha em branco na frente, querendo escrever, e não quer minha ajuda? - É. - Por quê? - Sei lá. Comi demais. Estou indisposto e com dor de cabeça. - Tá. - Não vai me ajudar? - Você acabou de dizer que não quer minha ajuda. - Mudei de idéia. - Você está vendo o livro aí do teu lado e quer ler. Não quer pensar na coluna da próxima semana, quer dar um descanso para a sua cabeça. E o pior é que você nem está gostando tanto dele. Só lê porque achou a capa bonita. - É tudo verdade. - Mesmo assim recusou minha ajuda. (mais…)
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Meu primeiro texto na internet
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Meu primeiro texto na internet
20 de janeiro de 2016 at 08:36 0
30-5-2001... nossa! meu diário na internet. (mais…)
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“Romero Rômulo? O cara é ativista, diretor de uma fundação, comunista, passa a vida ajudando marginais…”
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“Romero Rômulo? O cara é ativista, diretor de uma fundação, comunista, passa a vida ajudando marginais…”
1 de dezembro de 2015 at 02:16 2
Das novelas a que já assisti, provavelmente “A regra do jogo” - a atual do horário das nove - seja a melhor de todas. Até pelo fato de não ter assistido a anterior de João Emanuel Carneiro - “Avenida Brasil”, de sucesso estrondoso -, estou impressionado com a qualidade narrativa e com as atuações desta ótima história policial. Mas não é sobre “A regra do jogo” como um todo que vou comentar aqui, mas sobre uma cena dela, que passou dia 19/11 último. Na cena (que pode ser vista em http://globoplay.globo.com/v/4621446/), o mocinho Juliano (Cauã Raymond, ótimo) faz uma denúncia ao delegado Faustini (Ricardo Pereira) segundo a qual Romero Rômulo (Alexandre Nero) faz parte da parte da facção criminosa que domina a maioria dos acontecimentos em “A regra do jogo”. A incredulidade de Faustini é evidente: (mais…)
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