Filosofia

“O poder do pensamento matemático”, de Jordan Ellenberg
Filosofia
“O poder do pensamento matemático”, de Jordan Ellenberg
7 de fevereiro de 2018 at 20:49 0
A imagem que acompanha este texto foi obtida no livro “O poder do pensamento matemático – a ciência de como não estar errado”, de Jordan Ellenberg (Zahar, 537 páginas), e dá uma boa ideia dos caminhos do raciocínio matemático.  Para começar, os dois cantos que boa parte das pessoas têm uma ideia do que sejam: o inferior é o canto do “simples e superficial”, como as somas de 2 + 1 ou o seno de 2x; o superior direito é o canto “complicado e profundo”, qualidades que normalmente associadas à matemática superior: ali estão coisas como a hipótese de Riemann ou espaços perfectoides, complicadas, imagino, a ponto de um engenheiro civil como eu não terem ideia do que sejam. Os outros dois cantos são um pouco menos, como direi, populares: no inferior direito o autor engloba a resolução de integrais que eu, quando estudante de engenharia, tinha alguma dificuldade de resolver – mas é interessante que elas estão no canto “complicado e superficial”: de fato, a resolução de muitas integrais parece mesmo apenas trabalho mecânico. O canto em que Jordan Ellenberg concentra todos os esforços de seu “O poder do pensamento matemático – a ciência de como não estar errado” é o superior esquerdo, onde se concentra o “simples e profundo”: o autor tenta responder a perguntas como: quando a probabilidade de ganhar na loteria é maior; qual a probabilidade de Deus existir; como eliminar erros em transmissões de internet; se é mais correto, em julgamentos, seguir as leis ao pé da letra ou usar o bom senso quando necessário; quais os possíveis erros que podem ocorrer em artigos médicos que utilizam estatística; diferentes critérios para decidir eleições. (mais…)
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“Assim falava Zaratustra”, de Friederich Nietzsche
Filosofia
“Assim falava Zaratustra”, de Friederich Nietzsche
15 de outubro de 2017 at 16:10 0
A famosa frase de Friederich Nietzsche (1844-1900) segundo a qual “Deus morreu” é proferida logo no início de “Assim falava Zaratustra” (Nova Fronteira, 352 páginas). A “morte de Deus” é um dos temas basilares do clássico do filósofo alemão – os outros seriam a vinda do super-homem (que é a superação do homem tal qual conhecemos), a tese do eterno retorno (segundo a qual tudo o que acontece hoje já aconteceu no passado e continuará se repetindo no futuro), a crítica da moral racionalista e cristã e a “vontade de poder” (fundamento de tudo o que é vivo). (mais…)
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“Crepúsculo dos ídolos”, de Friederich Nietzsche
Filosofia
“Crepúsculo dos ídolos”, de Friederich Nietzsche
8 de outubro de 2017 at 15:47 0
“Crepúsculo dos ídolos ou como se filosofa com o martelo” é um livro curto e relativamente simples de ensaios do filósofo alemão Friederich Nietzsche (L&PM Editores, 144 páginas), e que pode ser considerado uma boa introdução à sua filosofia. (mais…)
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“Fedro”, de Platão
Filosofia
“Fedro”, de Platão
11 de setembro de 2017 at 22:11 0
Sócrates encontra o jovem Fedro na beira do Rio Ilisso e lhe pede para que este reproduza o discurso e comente um discurso de Lísias. (mais…)
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“Nietzsche”, de Scarlett Marton
Filosofia
“Nietzsche”, de Scarlett Marton
18 de junho de 2017 at 22:40 0
A coleção “Encanto Radical”, da Brasiliense, é uma série de curtas biografias sobre personagens históricos, artísticos e literários realmente encantadores. O nome da coleção é um primor. Carrego sempre comigo os exemplares das biografias de Marcel Proust, James Dean e Santa Teresa d’Ávila. (mais…)
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“Sobre a Potencialidade da Alma”, de Santo Agostinho
Filosofia
“Sobre a Potencialidade da Alma”, de Santo Agostinho
6 de novembro de 2016 at 21:36 0
Apesar de não ser uma leitura especialmente difícil – até por ser escrito em forma de diálogo entre o santo e um discípulo, Evódio –, resumir um livro como “Sobre a Potencialidade da Alma”, de Santo Agostinho (158 páginas, Editora da Folha de São Paulo) não é muito fácil para alguém sem conhecimento aprofundado de filosofia, como eu. Por isto, achei melhor pegar o resumo do livro obtido no blog de Sérgio Biagi Gregório para reproduzir aqui:
“Questionado sobre a natureza da alma, Santo Agostinho trata de elaborar o tema através de um encadeamento de perguntas e repostas. Santo Agostinho afirma que alma foi criada por Deus. Ele não sabe dizer de que substância Deus a criou. Sabe, porém, o que ela não é. Ele diz que ela não é material, não tem extensão, não tem profundidade e nem massa. A alma é a parte imaterial do ser humano que preenche todo o corpo, dando-lhe vida e inteligência. Afirma ser algo real, mas não sabe definir esse algo real."
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“Confucius”, de Meher McArthur
Filosofia
“Confucius”, de Meher McArthur
17 de outubro de 2016 at 20:58 0
Confúcio (551 a.C. – 479 a.C.) é provavelmente o chinês mais importante da história. Desde a sua morte seus ensinamentos têm sido parte importante da tradição e costumes não só da China, como também de países vizinhos como o Japão, a Coreia e o Vietnã. Recentemente, a relevância dos ensinamentos de Confúcio na China continental tem aumentado significativamente, depois da tentativa do ditador Mao Tsé-Tung de  fazer com que a cultura chinesa voltasse à estaca zero – eliminando, ou tentando diminuir a importância,  de tradições como o budismo, o taoísmo e o confucionismo. Para que se tenha uma ideia da sua importância na China atual, o instituto de difusão internacional da língua e cultura chinesas, equivalente ao alemão Instituto Goethe, chama-se Instituto Confúcio (sim, e tem no Brasil). “Confucius”, da historiadora escocesa Meher McArthur, é uma ótima introdução à vida e aos ensinamentos do verdadeiro arquétipo do “sábio chinês”. (mais…)
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“Utopia”, de Thomas More
Filosofia
“Utopia”, de Thomas More
17 de julho de 2016 at 01:08 0
A palavra “utopia” entrou para o vocabulário da humanidade graças a uma obra do filósofo inglês Thomas More (1478-1535), um dos grandes humanistas do Renascimento. (mais…)
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