Fabricio Muller

Melhores músicas de 2017
Música
Melhores músicas de 2017
13 de dezembro de 2017 at 09:29 0
Minha listinha de melhores músicas de 2017, com os correspondentes links para o YouTube: (mais…)
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“Jacques, o Fatalista, e o Seu Amo”, de Denis Diderot
Literatura
“Jacques, o Fatalista, e o Seu Amo”, de Denis Diderot
10 de dezembro de 2017 at 19:05 0
Eu ainda não li “A vida e as opiniões do cavalheiro Tristram Shandy”, do inglês Laurence Sterne (1713-1768), o que é meio vergonhoso. Explico: sua influência em dois dos meus escritores preferidos, Machado de Assis e Denis Diderot, é tão evidente – e assumida pelos autores – que eu acho que eu deveria ter lido o romance. Enfim, é fato conhecido que o estilo coloquial, cheio de comentários paralelos, muitas vezes falando diretamente com o leitor, de Machado de Assis em livros como “Memórias Póstumas de Brás Cubas” é totalmente emulado do inglês. O mesmo com este delicioso “Jacques, o Fatalista, e o Seu Amo”, do enciclopedista francês Denis Diderot (1713-1784), que chega a citar o “Tristam Shandy” algumas vezes na obra. O romance conta uma viagem de Jacques e seu patrão: o empregado, que acredita que tudo o que acontece aqui já estava escrito “lá em cima”, é muito mais inteligente e esperto que o chefe – o que chega a causar uma desavença entre os dois, quando Jacques declara que ele sempre vai ser lembrado com mais reverência que o amo, e por isso não iria fazer um favor que o patrão lhe tinha pedido. (mais…)
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Texto antigo sobre “A Crow Left Of The Murder”, do Incubus
Música
Texto antigo sobre “A Crow Left Of The Murder”, do Incubus
4 de dezembro de 2017 at 16:18 0
Banda californiana formada no início dos anos 90, o Incubus despontou para o sucesso quando começou a excursionar com grupos como Limp Bizkit, Coal Chamber, Korn e Papa Roach - e deve ser por isto que alguns ainda insistem em colocar o rótulo de nü metal neles. Se nos primeiros e mais pesados álbuns da banda (Fungus Amongus e S.C.I.E.N.C.E, respectivamente de 1995 e 1997) este epíteto já não lhes cabia direito dada a multiplicidade de influências, os subseqüentes (Make Yourself e Morning View, de 1999 e 2001) definitivamente não podem ser chamados de discos de "novo metal". Ambos são bons discos de rock, com bastante punch e que não apresentam as características do estilo que a crítica ama odiar. (mais…)
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“Vozes de Tchernóbil”, de Svetlana Aleksiévitch
Literatura
“Vozes de Tchernóbil”, de Svetlana Aleksiévitch
3 de dezembro de 2017 at 23:37 0
O desastre de Tchernóbil foi o maior acidente nuclear da história, e ocorreu em 26 de abril de 1986, na antiga União Soviética, praticamente na fronteira entre as atuais Ucrânia e Bielorrússia. Quem vê a foto que acompanha este texto, retirada da Wikipédia e que mostra o estado do reator 4 da Usina Nuclear de Tchernóbil logo após o acidente, não consegue ter ideia das consequências trágicas do desastre. Como dizem muitos dos depoimentos mostrados no espetacular “Vozes de Tchernóbil”, de Svetlana Aleksiévitch (Companhia das Letras, 383 páginas), Prêmio Nobel de 2015, os soviéticos não estavam preparados para aquilo. O sol nascia da mesma maneira que antes, os campos pareciam limpos, os rios continuavam com as mesmas cores de sempre, não havia uma guerra. Por que então, perguntavam-se os moradores na região em torno da usina, todos tinham que ir embora de onde sempre tinham vivido? (mais…)
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“Condenada”, de Chuck Palahniuk
Literatura
“Condenada”, de Chuck Palahniuk
26 de novembro de 2017 at 20:35 0
Madison é a filha de uma atriz e de um produtor de cinema, ambos ricaços. Quando ela aparece no início de “Condenada”, do romancista americano Chuck Palahniuk (LeYa, 304 páginas), está presa em uma cela no inferno, para onde foi levada depois da morte por overdose de maconha (!). O inferno é um lugar hostil: a primeira dica que os outros moradores de lá lhe dão é que “não tocasse nas grades das celas”, porque são gosmentas. Ela também não deveria comer as guloseimas do chão, endurecidas como se fossem pedras. De vez em quando chega uma entidade demoníaca, entediada, e come um dos seus vizinhos de cela – mas, como ali a danação é eterna, os engolidos voltam “à vida”. Madison e alguns amigos – a cheerleader bonita e vulgar, o punk, o nerd que sabia com detalhes a história de cada entidade demoníaca que atormenta os moradores do inferno – conseguem sair das celas e fazem uma excursão por lá. É quando Madison vai descobrindo a quantidade enorme de lugares nojentos do local: O Grande Oceano De Esperma Não Aproveitado, O Lago da Bile Tépida, O Mar de Insetos, As Grandes Planícies de Lâminas de Barbear Descartadas – isso sem contar o fedor e a sujeira que infestam boa parte do lugar. Sem transição, Madison, que conta o livro em primeira pessoa, descreve sua atividade como operadora de telemarketing: ela e outros moradores do inferno ligam para pessoas vivas na  Terra para atormentá-los, sempre na hora das suas refeições, com perguntas para pesquisas inúteis. Em outro momento, Madison e seus amigos atacam vários líderes maus do inferno – como Hitler e a Condessa Bathory, uma das maiores, senão a maior, assassinas em série da História – e assim conseguem um bando enorme de seguidores. E assim a vida da personagem no inferno vai sendo contada... (mais…)
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Literatura
Texto antigo sobre “Sim, Os Deuses Eram Astronautas”, de Erich von Däniken
24 de novembro de 2017 at 09:14 0
A Editora Nova Era (pertencente à Editora Record) está lançando Sim, Os Deuses Eram Astronautas (270 páginas), de Erich von Däniken. Esta é uma espécie de resposta ao famoso Eram os Deuses Astronautas?, livro do mesmo autor, lançado originalmente na década de 70. (mais…)
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“O Misantropo”, de Molière
Literatura
“O Misantropo”, de Molière
19 de novembro de 2017 at 19:46 0
Alceste é um sujeito correto. Correto demais, para falar a verdade. Não aceita hipocrisia. Fala a verdade, doa a quem doer. Um admirador dele, Oronte, lhe mostra um soneto e Alceste lhe responde que ele deveria parar com a poesia, já que o soneto é odioso. Reclama com seu amigo Philinte porque ele trata bem gente que não conhece direito, ou que tem má fama. Mas Alceste tem um ponto fraco: Célimène, garota por quem é apaixonado, é uma conhecida manipuladora dos sentimentos dos homens – mas dela o nosso Alceste perdoa tudo. Este é um resumo de “O Misantropo”, peça de Molière encenada pela primeira vez em 1666 (Jorge Zahar, 130 páginas, tradução de Barbara Heliodora). Na introdução da peça, Barbara Heliodora comenta que, em outras duas peças do francês Molière (1622-1673), “O Avarento” e “Tartufo”, já comentadas aqui, o dramaturgo criticava com cores fortes tanto a avareza do protagonista da primeira peça quanto a hipocrisia religiosa do da segunda. Ainda segundo Heliodora, em “O Misantropo”, “porém, a questão é muito mais sutil, e o protagonista é criticado por levar sua integridade a excessos que prejudicam seu relacionamento com o mundo em que vive. Alceste por certo não merece riso tão forte ou cruel” quanto os protagonistas de ‘O Avarento’ e ‘Tartufo’, “porém Molière, com seu exemplar bom senso, mostra o engano da integridade e da indignação moral quando há perda de perspectiva”. (mais…)
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