“Le Médécin malgré lui”, de Molière
Literatura
“Le Médécin malgré lui”, de Molière
25 de setembro de 2017 0
Sganarelle é um cortador de lenha por profissão e péssimo marido: bebe demais, gasta toda a herança da mulher, Martine, é adúltero, mal trabalha. Logo no início da peça “Le Médécin malgré lui” (algo como “o médico apesar dele mesmo”), do dramaturgo francês Molière (1622-1673), Sganarelle, cansado das reclamações da mulher, dá uma surra nela. Um vizinho chega para resolver a situação, mas Martine resolve colocar panos quentes e não faz queixa do marido. Mas ela bola uma vingança, que logo põe em prática. Dois homens, Valère e Lucas, aparecem em cena procurando algum médico que cure a súbita mudez de Lucinde, a filha do patrão deles. Martine lhes diz que seu marido, Sganarelle, é um médico extraordinário, mas com um probleminha: só assume sua profissão (e trabalha nela) debaixo de surra. Valère e Lucas vão até Sganarelle, lhe perguntam se ele é médico, e diante da óbvia recusa (pois ele não era médico, afinal de contas), começam a moê-lo de pancada. (mais…)
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Valdez Vem Aí, de Elmore Leonard
Literatura
Valdez Vem Aí, de Elmore Leonard
15 de setembro de 2017 0
(Texto publicado em 2006 no Mondo Bacana) Valdez Vem Aí (Editora Rocco, 218 páginas), do grande escritor de westerns Elmore Leonard, começa com um negro encurralado em sua própria casa por algumas pessoas – entre elas pistoleiros que o estão ameaçando porque o seu chefe, um tal de sr. Tanner, pensava que o homem acuado era um foragido do exército que tinha matado um de seus homens. Roberto Valdez, que representa a lei na aldeia onde estes acontecimentos ocorrem, aparece sem ser chamado. E ninguém dá bola para ele. A situação se encontra em um impasse. O negro não sai da casa e, por estar armado, os pistoleiros e Tanner nem tentam entrar lá. No meio desta situação complicada, a mulher do encurralado, uma índia grávida, sem se dirigir aos presentes entra na residência. (mais…)
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“Ele simplesmente não está a fim de você” e “Garotas que dizem ni”
Literatura
“Ele simplesmente não está a fim de você” e “Garotas que dizem ni”
15 de setembro de 2017 0
(texto publicado no suplemento dominical do jornal O Estado do Paraná em 2006) A revolução do costumes e a invenção da pílula anticoncepcional, nos anos 60, permitiram que as mulheres passassem a ter, em relação ao que acontecia nas décadas anteriores, uma liberdade sexual muito maior. Além disso, o aumento da participação feminina no mercado de trabalho fez com que elas, cada vez mais, não precisassem mais procurar maridos que as sustentassem. Isto tudo, entretanto, não resultou necessariamente em um aumento da felicidade para as mulheres. Dar pistas para solucionar o dilema em que muitas solteiras ou divorciadas vivem nos dias de hoje é o objetivo do terapeuta sexual Ian Kerner no livro Fala sério! Você também não está a fim dele (Best Seller, 192 páginas). (mais…)
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“Fedro”, de Platão
Filosofia
“Fedro”, de Platão
11 de setembro de 2017 0
Sócrates encontra o jovem Fedro na beira do Rio Ilisso e lhe pede para que este reproduza o discurso e comente um discurso de Lísias. (mais…)
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Asterix – textos de 2006
Cinema, Literatura
Asterix – textos de 2006
11 de setembro de 2017 0
Asterix e os vikings: Criada em 1961 por René Goscinny e Albert Uderzo, as histórias do gaulês Asterix fazem, até hoje, um imenso sucesso no mundo inteiro: além das HQs (traduzidas em mais de 100 idiomas e que já venderam mais de 120 milhões de exemplares) e filmes (de desenho animado e "normais"), até um parque temático nos moldes da Disneyworld foi construído nas imediações de Paris. As histórias da pequena aldeia gaulesa (a Gália se situava onde atualmente é a França) que resiste à dominação romana, pouco antes do início da Era Cristã, graças à poção mágica criada pelo druida Panoramix - que dá uma força sobrenatural a seus habitantes -, continua fascinando crianças, jovens e adultos pelo mundo todo. Entre as maiores qualidades das histórias do baixinho Asterix podem ser citados: o brilhante traço de Uderzo; a esperteza, a coragem e a inteligência do personagem principal; o conseqüente contraste com a obtusidade de seu melhor amigo Obelix (que caiu num caldeirão da poção mágica quando criança e que, por isto, conquistou uma força sobre-humana para o resto da vida); a sabedoria do druida; os engraçados personagens Abracurcix (o chefe da aldeia), Chatotorix (um bardo que canta insuportavelmente mal) e Ordenalfabetix (o vendedor de peixes que vive se pegando com o ferreiro Automatix). Não se pode esquecer também do charme adicional de histórias em que os não-poderosos (os gauleses, neste caso) sempre vencem os poderosos (os romanos). Mas sem dúvida nenhuma a maior responsável pelo imenso sucesso de Asterix são os brilhantes roteiros assinados por René Goscinny, falecido em 1977: a morte deste foi uma perda insuperável para a qualidade das histórias do baixinho gaulês, o que se pode comprovar lendo as fracas histórias recentes de Asterix, roteirizadas pelo desenhista Albert Uderzo. (mais…)
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“L’Avare”, de Molière
Literatura
“L’Avare”, de Molière
10 de setembro de 2017 0
Harpagon tem um filho e uma filha, chamados respectivamente Cléante e Élise. Ele se apaixona por uma moça pobre, Mariane, e ela por um criado do pai, Valère. Harpagon acaba querendo se casar com a mesma moça por quem o filho era apaixonado, e quer que a filha se case com um cinquentão, Anselme. Obviamente que o desejo do pai é contrário ao dos filhos, e este é o mote para “L’Avare” (O Avarento), comédia clássica do dramaturgo Molière (1622-1673). (mais…)
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Minhas músicas preferidas: 6. “Ontzieling”, do Wiegedood
Música
Minhas músicas preferidas: 6. “Ontzieling”, do Wiegedood
6 de setembro de 2017 0
A culpa é do Bones. A primeira música que ouvi do rapper – juntamente com o primeiro clipe – foi “Casey Jones” e a minha impressão, profunda, foi imediata. Isto já faz mais de três anos. Sua obra é tão vasta e impressionante que, à medida que eu ia escutando mais e mais Bones, passei a ouvir outras coisas na mesma linha – notadamente $uicideboy$ e Ashley All Day - e fui deixando de lado os estilos que eu mais curtia na época, o metal e o jazz. Assim, para mim foi uma surpresa quando, recomendado pelo meu amigo Pedro Alves, recentemente fui dar uma conferida no clipe da música “Ontzieling”, da banda belga de black metal Wiegedood - e fiquei embasbacado. Sim, o vídeo, escuro, no qual um sujeito encapuzado e solitário monta um estranho símbolo de madeira (o mesmo que acompanha este texto), lembra os melhores de Bones. Mas o melhor da coisa era mesmo a música: um black metal violento, agressivo, com uma bela melodia ao fundo e um vocal profundo, berrado e assustador - melhor, basicamente, que todo o black metal que eu já tinha ouvido antes, e olha que já ouvi muito black metal nesta vida. (mais…)
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Documentário “The Importance Of Being Morrissey”
Música
Documentário “The Importance Of Being Morrissey”
6 de setembro de 2017 0
A Importância de Ser Prudente é considerada a melhor peça de Oscar Wilde, o grande ídolo literário de Morrissey. Foi, portanto, um trocadilho óbvio – porém feliz – o título do documentário que o canal inglês Channel Four apresentou em 19 de junho de 2003 sobre o ex-frontman dos Smiths: The Importance Of Being Morrissey (A Importância de ser Morrissey). (mais…)
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